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ESTAÇÃO TERRESTRE DE TUCANO

Espionagem chinesa em Salvador? Relatório dos EUA aponta base militar secreta na Bahia

Documento do Congresso dos EUA cita instalação na Bahia

Iarla Queiroz
Por
| Atualizada em
Presidente Lula durante reunião no Grande Palácio do Povo, Pequim - China.
Presidente Lula durante reunião no Grande Palácio do Povo, Pequim - China. - Foto: Ricardo Stuckert / PR

Um relatório elaborado por um grupo do Congresso dos Estados Unidos dedicado a acompanhar as ações da China afirma que o Brasil abrigaria uma base militar secreta chinesa em Salvador, na Bahia.

De acordo com o documento, a instalação seria chamada de Estação Terrestre de Tucano e funcionaria na capital baiana, na sede da empresa brasileira Ayla Space. A companhia do setor aeroespacial mantém parceria com a Beijing Tianlian Space Technology, empresa chinesa da mesma área.

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O que diz o relatório

A cooperação entre as duas empresas é voltada à análise de dados de satélites dentro do território brasileiro. O relatório foi divulgado na quinta-feira, 26, pelo Comite Seleto sobre a China.

No texto, a estrutura em Salvador é classificada como “não oficial”. Segundo o documento, ela daria à Republica Popular da China capacidade para identificar ativos militares estrangeiros e monitorar objetos espaciais em tempo real na América do Sul.

O relatório afirma ainda que a suposta base permitiria a Pequim observar e influenciar a doutrina espacial militar brasileira, além de estabelecer presença permanente em uma região considerada estratégica para a segurança nacional dos Estados Unidos.

“[A base] fornece à RPC [República Popular da China] um canal para observar e influenciar a doutrina espacial militar brasileira, ao mesmo tempo que estabelece uma presença permanente em uma região vital para a segurança nacional dos EUA”.

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Outra instalação no radar

O documento também menciona outra parceria em território brasileiro: o Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia Tecnologia, localizado na Serra do Uruba, na Paraíba.

O projeto reúne o Instituto de Pesquisa em Comunicações da Rede de Ciência e Tecnologia Elétrica da China com a Universidade Federal de Campina Grande e a Universidade Federal da Paraiba. O acordo foi firmado em 2025 e tem como foco a cooperação bilateral em pesquisas avançadas na área de radioastronomia.

Segundo o Congresso norte-americano, a iniciativa é acompanhada de perto porque o instituto chinês integra a base industrial de defesa do país asiático. O relatório sustenta que tecnologias voltadas à observação do espaço profundo podem ter aplicações de uso duplo, inclusive para fins de inteligência militar.

Rede de influência na região

O texto afirma ainda que a China manteria pelo menos 10 bases classificadas como secretas na América do Sul.

De acordo com o relatório, as parcerias tecnológicas e comerciais firmadas pelo país asiático fariam parte de uma estratégia para ampliar sua influência regional. A avaliação é de que, ao investir em setores considerados sensíveis, a China poderia utilizar essas infraestruturas futuramente em benefício de seus próprios interesses.

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