INOVAÇÃO NA BAHIA
Senai Cimatec recebe visita do MCTI e apresenta avanços na Bahia
Ministra Luciana Santos acompanhou projetos de inovação industrial e tecnologia


A ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, realizou uma visita aos laboratórios do Senai Cimatec, em Salvador, durante a tarde desta quinta-feira, 17. Na oportunidade, a titular da pasta realizou um balanço dos investimentos de R$ 1,93 bilhão realizados desde o início da gestão e também acompanhou projetos estratégicos de inovação industrial e tecnologia desenvolvidos na instituição.
Os recursos destinados ao estado são aplicados no fortalecimento da infraestrutura científica, na concessão de bolsas de pesquisa e no financiamento de projetos em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento regional.
Durante a visita, a ministra conheceu o Centro de Competência em Tecnologias Quânticas (QuIIN), voltado a pesquisas avançadas em comunicação segura e processamento de dados, além da infraestrutura de supercomputação e de pesquisas biomédicas apoiadas pelo MCTI.
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QuIIN reúne mais de 80 pesquisadores
Lançado em janeiro de 2024, o Centro de Competência em Tecnologias Quânticas reúne mais de 80 pesquisadores e bolsistas, 12 projetos de P&D em andamento, 21 startups atraídas e três programas de pós-graduação, além de já ter alcançado mais de 2.750 pessoas em ações de formação. Os dados foram apresentados durante a visita da ministra.
A superintendente de Educação e vice-reitora da Universidade Senai Cimatec, Josiane Dantas, destacou o papel do centro na formação de profissionais e na atração de pesquisadores para o país.
“Já é colocado o Brasil no mapa de tecnologias quânticas e, com isso, a gente tem também feito um pilar muito forte do Brasil na formação de recursos humanos nessa temática. A gente sabe que é um tema de fronteira do conhecimento e esse projeto permitiu que a gente trouxesse mais de 80 pesquisadores hoje aqui dentro.”
Retorno da pesquisa
Segundo Josiane, a estrutura também contribuiu para a repatriação de pesquisadores brasileiros que estavam no exterior. Ela afirmou ainda que o centro já começou a se conectar a projetos de pesquisa e desenvolvimento na área.
“A gente vai ter a oportunidade de visitar. Podemos também, com esse projeto, fazer uma repatriação de muitos pesquisadores que já estavam fora do Brasil. Hoje nós já estamos conectando o centro de competência já a projetos de P&D e com soluções ainda mesmo que incipientes na área de quântica. Então nós já temos 12 projetos de P&D desenvolvidos. Temos também aqui já um ecossistema de 21 startups atraídas nessa conexão”, avaliou a vice-reitora.

Na área de formação, Josiane destacou a oferta de cursos em diferentes níveis e a presença de estudantes de outros países.
“Hoje nós já temos mais de 2.750 alunos e estudantes já formados, desde cursos de curta duração, MBA, especializações nessa temática de quântica. Esses cursos hoje já nascem também na perspectiva de formação híbrida. Temos muitos alunos de fora do Brasil, inclusive matriculados nessa temática, já aproveitando essa estrutura do ecossistema”, destacou.
Fieb destaca acesso de empresas
O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Henrique Passos, ressaltou a importância de ampliar o acesso de empresas baianas às estruturas de ciência, tecnologia e inovação. Passos também mencionou o avanço do acesso das empresas à estrutura.

“Fazendo as pessoas acreditarem que é possível, sim, uma empresa pequena, uma empresa média, uma empresa da Bahia ter acesso a esse ecossistema. Embora ainda estejamos longe de termos números que nos deem a tranquilidade, temos mostrado aí o progresso dessa questão do acesso”, avaliou o presidente da Fieb.
Ministra defende integração entre setores
Durante a visita, Luciana Santos destacou a integração entre poder público, universidades e iniciativa privada como parte da estratégia para ampliar a capacidade de inovação do país. A ministra citou ainda a presença de diferentes setores no ecossistema de inovação.

“O Cimatec é a experiência mais robusta do que o Brasil, porque vocês enfrentam desafios contemporâneos, têm temas quentes que a gente precisa dominar a tecnologia, e esse conceito do Park é tudo o que nós desejamos. [...] Operação internacional, presença do Estado, presença das universidades, presença da iniciativa privada, esse é o conceito mais adequado para a gente poder dar os saltos que esse país merece”, disse a ministra.
Luciana também destacou a importância da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico para a inovação
“Produção, pesquisa e desenvolvimento, no entanto, são o que fazem o mundo na inovação. Ou seja, uma circunstância em que Estado e público de serviço têm consequências solucionantes para a vida do povo brasileiro”, ressaltou a titular do MCTI.
Embrapii destaca atuação do Cimatec
O diretor de Planejamento e Gestão da rede Embrapii, Guila Calheiros, destacou a atuação do Senai Cimatec dentro da rede nacional de inovação e sua contribuição para projetos desenvolvidos em parceria com a indústria.
“O Cimatec, que é unidade diamante, não pela qualidade apenas dos projetos, pela contribuição que o Cimatec traz para dentro da Rede Embrapii, junto às demais unidades, tanto na formação, quantificação, como na articulação do projeto de parceria”, disse o diretor.
Calheiros afirmou que a atuação do centro vai além da produção de conhecimento e envolve a articulação entre instituições e empresas para solucionar demandas industriais.
“Não é apenas um conjunto de instituições e pesquisas de nova informação. Nós estamos de fato com a Rede, que funciona de forma conjunta, para tentar solucionar o desafio da indústria a partir do conhecimento comum”, disse o gestor da Embrapii.
Cimatec mobilizou R$ 569 milhões
Credenciado como Unidade Embrapii, o Senai Cimatec mobilizou R$ 569,24 milhões em investimentos em inovação entre 2023 e 2026. No período, foram desenvolvidos 165 projetos com 148 empresas. Mais de 51% dos recursos foram aportados diretamente pelo setor privado.
Historicamente, a instituição já mobilizou R$ 1,31 bilhão em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Além disso, executa sete projetos apoiados diretamente pelo MCTI, por meio da Finep e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que somam R$ 68,6 milhões em áreas como saúde, biotecnologia e bioeconomia.
A estrutura também mantém uma frente voltada à formação de profissionais. Atualmente, são cerca de 1,5 mil alunos na graduação e 500 na pós-graduação, com ensino científico direcionado à solução de problemas da indústria.


