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AGOSTO LARANJA

Entenda como a prática de atividade física contribui para tratamento de esclerose múltipla

Especialista diz que unido a outros hábitos saudáveis, exercícios são aliados a qualidade de vida

Alice Paulilo
Por
O mês de agosto é dedicado à conscientização sobre a esclerose múltipla
O mês de agosto é dedicado à conscientização sobre a esclerose múltipla - Foto: Freepik / Magnific

No Brasil, cerca de 40 mil pessoas vivem com esclerose múltipla, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem). A doença autoimune afeta o sistema nervoso central e provoca alterações na mobilidade, no equilíbrio, força muscular, visão e na coordenação motora.

O mês de agosto é dedicado à conscientização sobre o tema e conhecido como 'Agosto Laranja', mas os cuidados e alertas precisam ser reforçados durante todo o ano. Nesse contexto, o diagnóstico precoce é um dos principais aliados para aumentar as chances de um tratamento mais eficaz.

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O que é a esclerose múltipla?

A Esclerose Múltipla é uma condição incapacitante do cérebro e da medula espinhal (sistema nervoso central), a qual dificulta a comunicação ideal entre o cérebro e o corpo.

A causa está associada a uma inflamação na mielina, em decorrência de uma interpretação errada do sistema imunológico que não reconhece a membrana como parte do organismo. Dessa forma, a doença se caracteriza como autoimune.

Há tratamentos que auxiliam na qualidade de vida do paciente, mas, até o momento, não existe cura.

Quais são os principais sintomas?

Os sintomas da doença estão relacionados às regiões do sistema nervoso afetadas e podem se manifestar de diferentes formas. Entre os sinais mais comuns estão:

  • Fraqueza nos membros;
  • Baixa visão;
  • Dormência ou formigamento no corpo;
  • Visão dupla;
  • Fadiga;
  • Dificuldade para falar ou engolir;
  • Incontinência urinária;
  • Problemas de coordenação dos membros;
  • Desequilíbrio;
  • Tontura;
  • Perda de memória.

A intensidade dos sintomas e o tempo de duração podem variar de acordo com cada pessoa, assim como a forma como a doença se manifesta.

Atividade física aliada ao tratamento

Após o diagnóstico precoce, especialistas destacam a importância do acompanhamento multidisciplinar, que inclui a prática regular de atividade física como parte do cuidado. Quando orientados de maneira adequada, os exercícios são considerados seguros e podem trazer benefícios importantes para a qualidade de vida dos pacientes.

Embora a doença ainda não tenha cura, os avanços nas formas de tratamento, aliados à adoção de hábitos saudáveis, têm contribuído para a manutenção da autonomia e para a realização das atividades do dia a dia.

O profissional de educação física e Diretor Técnico da Rede Alpha Fitness, Everton Raeda, diz que manter uma rotina de exercícios precisa levar em consideração as condições e limitações de cada pessoa. Por isso, o acompanhamento adequado é fundamental.

Everton Raeda é educador físico e orienta a prática de exercícios para melhor qualidade do tratamento
Everton Raeda é educador físico e orienta a prática de exercícios para melhor qualidade do tratamento - Foto: Divulgação

"A atividade física, quando bem orientada, é uma grande aliada no tratamento. Ela ajuda a preservar a força muscular, melhora o equilíbrio, a coordenação motora, a resistência física e contribui para que o paciente mantenha sua independência nas atividades do dia a dia", explica Everton.

Quais modalidades podem ser praticadas?

A prática de exercícios também pode contribuir para o bem-estar emocional e para a rotina de sono, além de ajudar no controle da fadiga, um dos sintomas mais recorrentes da doença. A atividade física ainda reduzem sintomas de ansiedade e depressão e favorecem a autoestima.

Entre as opções que podem ser incorporadas à rotina estão:

  • Caminhadas;
  • Musculação;
  • Pilates;
  • Hidroginástica;
  • Bicicleta ergométrica;
  • Exercícios funcionais adaptados.

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A definição da modalidade mais adequada, no entanto, deve levar em conta as condições clínicas, a fase da doença e as necessidades individuais de cada paciente, sempre com orientação dos profissionais responsáveis pelo acompanhamento.

"Não existe uma atividade ideal para todos os pacientes. O mais importante é que o exercício seja individualizado, respeite os limites de cada pessoa e faça parte de um acompanhamento integrado com os demais profissionais de saúde. O movimento é uma ferramenta importante para preservar a funcionalidade e promover qualidade de vida", conclui o educador físico.

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Agosto Laranja atividade física esclerose múltipla

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