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SAÚDE FEMININA

Fimose feminina existe? Entenda condição que virou polêmica nas redes

Especialistas explicam mitos, formas de tratamento e a importância de ampliar o acesso à informação sobre saúde íntima feminina

Agatha Victoria Reis
Por
Mulheres podem ter fimose?
Mulheres podem ter fimose? - Foto: Reprodução | Freepik

Conhecida por ser mais frequente em homens, a fimose também desperta dúvidas sobre a possibilidade de ocorrência em mulheres. A curiosidade ganhou força nas redes sociais, nas últimas semanas, levantando a pergunta: mulheres podem ter fimose?

Diferente da fimose masculina, caracterizada pela dificuldade ou impossibilidade de retrair a pele que recobre a glande, nos casos femininos a condição está relacionada à aderência ou fusão anormal de tecidos. Isso pode ocorrer na região vulvar, especialmente em meninas, quando há união dos pequenos lábios, podendo até recobrir o clitóris.

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Ao portal A TARDE, o professor de ginecologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Hilton Pina, de 71 anos, explicou os mitos, formas de tratamento e a importância de ampliar o acesso à informação sobre saúde íntima feminina, além de incentivar o acompanhamento médico regular.

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O que pode causar a fimose feminina?

A condição pode estar associada a baixos níveis de estrogênio, higiene inadequada ou, em casos mais raros, a alterações uterinas, como a síndrome de Asherman, caracterizada por cicatrizes internas no útero, geralmente após procedimentos cirúrgicos.

De acordo com o especialista, a chamada “fimose feminina”, também conhecida como sinéquia vulvar, é mais comum em recém-nascidas e crianças, sendo incomum em mulheres adultas.

“A fimose feminina é uma condição bastante incomum, principalmente em mulheres adultas. Também chamada de sinéquia vulvar, é mais frequente em recém-nascidas e crianças, tendo como causas a baixa do hormônio estrogênio nessa faixa etária, processos inflamatórios locais, má higiene e uso prolongado de fraldas”, explicou ao A TARDE.

Como identificar e tratar?

Em mulheres adultas, a condição pode estar relacionada a fatores como:

  • Cicatrizes decorrentes de traumas;
  • Sequelas de cirurgias na região íntima;
  • Infecções ou doenças dermatológicas;
  • Líquen escleroso vulvar - doença crônica que causa coceira, ardor, dor, placas esbranquiçadas e atrofia da pele.

Já em recém-nascidas e crianças, é importante observar sinais como:

  • Dificuldade para urinar;
  • Jato urinário fraco;
  • Inchaço na região genital;
  • Infecções urinárias recorrentes;
  • Vermelhidão ou irritação local.

Segundo Hilton Pina, o tratamento varia de acordo com a causa, podendo incluir o uso de cremes e pomadas específicas, radiofrequência e, em casos mais complexos, intervenção cirúrgica.

“O aparecimento desses sintomas serve de alerta para que a mulher procure um ginecologista e, no caso de crianças, um pediatra”, orientou.

Estaria a fimose feminina associada a uma busca por perfeição?

Historicamente cercada por tabus e padrões estéticos rígidos, a chamada “fimose feminina” também está ligada à crescente busca por procedimentos íntimos em mulheres adultas.

Em meio a cobranças estéticas e comparações, muitas vezes impulsionadas pelas redes sociais, aumenta a procura por uma suposta “perfeição” da região íntima, associada à autoestima e ao sentimento de pertencimento.

O especialista alerta que essa pressão pode trazer riscos à saúde: “A procura, por vezes obstinada, por cirurgias íntimas que supostamente irão melhorar a anatomia e equilibrar o emocional pode acarretar sequelas, com deformidades na região. Uma delas é a fimose”, concluiu.

Web entrou na brincadeira

As redes sociais ficaram em movimentadas na última semana após o tema repercutir na plataforma X (antigo Twitter). Entre memes e comentários, internautas reagiram com surpresa, curiosidade e até choque diante do assunto.

Confira as reações do público:

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