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SAÚDE

Fones de ouvido de contêm químicos ligados ao câncer, aponta estudo

Pesquisa europeia detecta bisfenol e ftalatos em marcas famosas e marketplaces

Isabela Cardoso

Por Isabela Cardoso

18/02/2026 - 19:12 h

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O maior vilão identificado foi o Bisfenol A (BPA)
O maior vilão identificado foi o Bisfenol A (BPA) -

Um estudo recente conduzido pela organização ToxFree LIFE for All acendeu um alerta global sobre a segurança dos dispositivos de áudio. A análise de 81 modelos de fones de ouvido vendidos na Europa revelou a presença de compostos químicos associados a câncer, infertilidade e distúrbios hormonais.

Os testes incluiram itens de marcas consagradas como Bose, Samsung, Panasonic e Sennheiser, além de produtos das plataformas Shein e Temu. O levantamento laboratorial foi implacável: todos os modelos testados continham substâncias preocupantes.

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O maior vilão identificado foi o Bisfenol A (BPA), encontrado em 98% das amostras, seguido pelo Bisfenol S (BPS), presente em 75% dos produtos.

O risco invisível na pele

Os bisfenóis são utilizados para dar rigidez ao plástico, mas possuem a capacidade de mimetizar o hormônio estrogênio no corpo humano. Segundo os pesquisadores, o uso de fones de ouvido durante atividades físicas potencializa o perigo, pois o calor e o suor facilitam a migração dessas substâncias perigosas em fones de ouvido do material sintético diretamente para a absorção da pele.

Além dos bisfenóis, os testes detectaram:

  • Ftalatos: Conhecidos por afetar o sistema reprodutivo.
  • Parafinas cloradas: Relacionadas a possíveis danos ao fígado e rins.
  • Retardantes de chama: Associados à desregulação do sistema endócrino.

Efeito combinado e exposição prolongada

Embora as quantidades de químicos em um único par de fones possam ser baixas, os especialistas alertam para o "efeito combinado". Como esses dispositivos tornaram-se onipresentes na rotina de trabalho e lazer, a exposição torna-se cumulativa e prolongada.

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"Não existe um nível considerado totalmente seguro para o contato com essas substâncias, especialmente para adolescentes, cujos corpos ainda estão em desenvolvimento", afirmam os organizadores do projeto.

Eles classificam a atual regulação como uma falha estrutural de mercado e exigem maior transparência das fabricantes sobre a composição dos materiais.

O que dizem as fabricantes?

Até o momento, as empresas citadas na investigação não se manifestaram oficialmente sobre os resultados laboratoriais. O grupo ToxFree LIFE for All defende agora medidas mais rígidas na União Europeia para banir classes inteiras de desreguladores hormonais de produtos de consumo pessoal.

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