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ESPERANÇA

Novo comprimido reduz o colesterol “ruim” em 60% e promete tratamento

Pesquisa clínica contou com a participação de 2.900 voluntários

Rodrigo Tardio
Por
Medicamento pertence à classe dos inibidores de PCSK9, conhecido por ser extremamente potente
Medicamento pertence à classe dos inibidores de PCSK9, conhecido por ser extremamente potente - Foto: Divulgação

Um avanço científico publicado no New England Journal of Medicine em fevereiro de 2026 traz uma nova esperança para milhões de pessoas com alto risco cardiovascular. Um medicamento experimental de uso diário via oral demonstrou ser capaz de reduzir os níveis de colesterol LDL (o "colesterol ruim") em até 60%.

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A pesquisa clínica contou com a participação de 2.900 voluntários que, apesar de já utilizarem terapias tradicionais como as estatinas, não conseguem baixar seus níveis de gordura no sangue.

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Como o medicamento funciona?

O medicamento pertence à classe dos inibidores de PCSK9, conhecido por ser extremamente potente.

Diferentemente das estatinas, que visam a produção de colesterol, este medicamento atua no fígado bloqueando uma proteína específica (a PCSK9). Quando essa proteína é inibida, o fígado se torna muito mais eficiente em “limpar” o excesso de colesterol LDL da corrente sanguínea.

Embora já existam inibidores de PCSK9 no mercado, eles são aplicados via injeção. A nova versão compactada simplifica a rotina do paciente e pode aumentar significativamente a adesão ao tratamento.

Por que o controle do LDL é vital?

O colesterol LDL é o principal vilão na formação de placas de aterosclerose. O risco é que haja acúmulo de gordura estreita nas artérias, dificultando a passagem do sangue.

Consequências

Obstruções totais ou parciais levam ao infarto e ao AVC (Acidente Vascular Cerebral). Embora a energia da comunidade médica seja evidente, os cientistas mantêm a cautela necessária.

O próximo passo envolve estudos de longo prazo para confirmar se essa redução numérica do colesterol se traduz, efetivamente, em uma redução na taxa de mortalidade e de eventos cardíacos graves.

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