SAÚDE
SUS usará IA e terá rede com hospitais inteligentes; veja o que mudará
Mudança vai permitir que os atendimentos sejam mais rápido e precisos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)anunciou, nesta quarta-feira, 7, que o Sistema Único de Saúde (SUS) vai receber uma rede nacional de hospitais e serviços de saúde inteligentes integrados com um sistema de medicina de alta precisão.
A proposta visa reunir tecnologia avançada, alta especialização e a cooperação internacional para modernizar o atendimento dos pacientes.
A iniciativa prevê a implantação de 14 UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) automatizadas que vão funcionar de forma interligadas nas cinco regiões, além da construção do primeiro hospital inteligente do Brasil, o Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).
De acordo com o Ministério da Saúde, outras oito unidades hospitalares serão modernizadas “com envolvimento de universidades e secretarias de saúde”. “Não tenho dúvida de que, hoje, nós estamos entrando em uma nova era de inovação para o SUS e para a saúde do país”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
“Não estamos falando só de construção de hospitais, de modernização de UTIs e de hospitais que já existem. Estamos falando de um movimento de incorporação tecnológica, de parcerias de transferência tecnológica”, completou, durante entrevista.
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A rede de hospitais inteligentes vai integrar o programa “Agora Tem Especialistas”, voltado para a expansão do atendimento especializado da rede pública.
Dados oficiais indicam que o uso de tecnologias como as inteligências artificiais (IAs) e “big datas” pode reduzir em até cinco vezes o tempo de espera pelo atendimento de emergência, além de tornar o diagnóstico e a assistência especializada mais rápidos e precisos.
As 14 UTIs vão funcionar de forma interligadas em hospitais selecionados pelo Ministério da Saúde, junto a gestores de 13 estados nas seguintes cidades:
- Manaus;
- Dourados (MS;
- Belém;
- Teresina;
- Fortaleza;
- Recife;
- Salvador;
- Belo Horizonte;
- Rio de Janeiro;
- São Paulo;
- Curitiba;
- Porto Alegre;
- Brasília.
“Serão serviços totalmente digitais, com monitoramento contínuo, integração entre equipamentos e sistemas de informação. A tecnologia auxiliará na previsão de agravos, apoiará decisões clínicas, otimizará avaliações e permitirá a troca de conhecimento entre especialistas em diferentes regiões. Também estarão conectadas a uma central de pesquisa e inovação”, detalhou o ministério.
Primeiro hospital inteligente do Brasil
O primeiro hospital inteligente do Brasil será chamado de “Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP.” O investimento no mesmo será de R$ 1,7 bilhão, sendo garantido a partir de uma cooperação com o Banco do BRICS.
O hospital terá capacidade anual para atender:
- 180 mil pacientes de emergência e terapia intensiva;
- 10 mil em neurologia e neurocirurgia;
- 60 mil consultas ambulatoriais de neurologia.
Somado a isso, a estrutura vai seguir os padrões internacionais de sustentabilidade, com certificação verde e sistemas de acompanhamento de consumo de energia, água e resíduos.
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