TECNOLOGIA
IA chega nos espelhos e muda autopercepção de pessoas cegas; entenda
Atualmente, existem ao menos quatro aplicativos voltados especificamente para esse tipo de uso

Entre os prós e contras do desenvolvimentos de inteligências artificiais (IA), uma nova tecnologia tem ganhado destaque ao mudar a forma como pessoas cegas acessam informações visuais sobre o próprio corpo, por meio de ferramentas conhecidas como “espelhos de IA”.
Com a potencialização das ferramentas de IA, aplicativos com recursos de reconhecimento de imagem passaram a oferecer descrições detalhadas da aparência, o que representa o primeiro contato direto de muitas pessoas com esse tipo de informação.
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O tema ganhou destaque a partir de relatos de pessoas cegas que utilizam esses sistemas no cotidiano para uma reportagem da BBC. Ferramentas como o Be My Eyes funcionam como um espelho auditivo, ou seja, analisam fotos e informam detalhes como se a pele aparenta estar hidratada, se a roupa combina ou se algum detalhe chama atenção.
Como funcionam os “espelhos de IA”
Em uma linguagem mais técnica, esses sistemas utilizam visão computacional e modelos avançados de processamento de imagem para interpretar fotografias e responder a perguntas feitas pelos usuários. No início, as descrições eram limitadas a poucas palavras, mas hoje incluem comparações, avaliações e até sugestões de ajustes na aparência.
Em entrevista à BBC, o diretor-executivo da Envision, Karthik Mahadevan, relatou que a empresa começou em 2017 apenas com descrições simples e evoluiu para integrar modelos mais sofisticados em aplicativos, assistentes online e óculos inteligentes.
Apesar de muitos usuários utilizarem a tecnologia para tarefas práticas, como leitura de textos ou identificação de produtos, a empresa notou que perguntas relacionadas à aparência pessoal também eram frequentes. Atualmente, existem ao menos quatro aplicativos voltados especificamente para esse tipo de uso.
Alguns deles permitem classificar a aparência com base em padrões tradicionais de beleza, que podem variar a depender do pedido do usuário, comparando o rosto ou o corpo com outras imagens e apontando possíveis mudanças.
Para usuários que perderam a visão ao longo da vida, essas ferramentas representam uma forma inédita de retomar o acesso a informações visuais. Mesmo sem substituir a experiência de enxergar, a IA é vista como o recurso mais próximo disso disponível hoje.
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