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Taís Araújo não é a única: mais atores estão revoltados com Vale Tudo

Atores como Humberto Carrão e Malu Galli estão insatisfeitos com os rumos da novela

Por Edvaldo Sales

29/08/2025 - 8:22 h
Taís Araújo em 'Vale Tudo'
Taís Araújo em 'Vale Tudo' -

Taís Araújo não é a única atriz que está insatisfeita com o destino da sua personagem em ‘Vale Tudo’, da TV Globo. Além dela, outros atores reclamaram da decisão da autora Manuela Dias para os personagens com fugas dos rumos da trama original de 1988.

Segundo a coluna Outro Canal, da Folha de S. Paulo, há um incômodo de parte do elenco da novela das nove com as alterações realizadas por Manuela para o remake.

Nomes como João Vicente de Castro, intérprete de Renato Fillipelli, Humberto Carrão, que vive Afonso Roitman, e Malu Galli, que dá vida a Celina, teriam reclamado de seus personagens. De acordo com a coluna, a preocupação seria que a autora tem tornado os personagens menos profundos e interessantes em relação ao original.

Carrão teria avaliado que o seu personagem se tornou uma pessoa não torcível, o que complica seu par com Solange Duprat (Alice Wegmann). Já João Vicente chegou ao entendimento de que Renato Fillipelli ficou bem apagado no remake se comparado ao original.

Outro ponto levantado pela coluna é que Celina tem sido interpretada pelo público como sonsa, uma personalidade que não era a percepção comum em 1988. Malu Galli já precisou se explicar publicamente com fãs sobre a construção do seu papel e isso a estaria incomodando.

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Frustração de Taís Araújo

Taís Araújo fez um desabafo sobre o destino de Raquel Acioli, sua personagem em ‘Vale Tudo’. A declaração da atriz aconteceu após um novo golpe de Odete Roitman (Deborah Bloch) na trama que fez a empresária perder tudo e voltar a vender sanduíches na praia, retomando o ponto de partida da novela.

Ela afirmou que recebeu a mudança na trama com susto. “Esse momento da Raquel voltar a vender sanduíche na praia, confesso que recebi com um susto. Porque não era a trama original. Para mim, a Raquel ia numa curva ascendente. Quando vi aquilo, falei: ‘Ué, vai voltar para a praia, gente’. Depois entendi que ela estava escrevendo uma parte da história. Vamos embora fazer”, disse Taís em entrevista à revista Quem.

Taís Araújo pontuou que a expectativa do público, em especial da população negra, era ver uma protagonista que alcançasse poder e reconhecimento. “Também tinha a esperança disso e gostaria muito de vê-la assim. Como mulher negra, como artista negra, queria ver uma outra narrativa sobre mulheres negras”, disse.

Frustração

A atriz contou que a frustração vem do impacto que a televisão tem na construção de imaginários sociais. “Quando peguei a Raquel para fazer, pensei: ‘A narrativa dessa mulher é a cara do Brasil. Ela vai ter ascensão social a partir do trabalho e permanecer’”, relembrou.

“Isso seria uma narrativa nova para a representação da mulher negra na teledramaturgia. Quando vejo que isso não aconteceu, como artista que quer contar uma nova narrativa de país, confesso que fico triste e frustrada”, disse.

A artista afirmou, contudo, que vai continuar defendendo a sua personagem. “Com respeito enorme a todas as mulheres que Raquel representa, vou até o final defender essa personagem porque acredito nessa mulher. Acredito nessa mulher negra que trabalha para manter uma família, que ascende socialmente, que se dedica, que é séria, capaz, competente”, elogiou.

A estrela da Globo afirmou que procurou imprimir força e resiliência à personagem nesse momento de queda. “Ela não ia ficar chorando, ela ia levantar e trabalhar. É o que as mulheres desse país fazem. As que estão na base da pirâmide. Elas levantam, são valentes e vão trabalhar. Eu gostaria muito que a Raquel tivesse uma curva ascendente, poderosa, que a batalha dela fosse outra e não apenas a sobrevivência”, observou.

Taís Araújo seguiu com as críticas: “Estou vendo tudo que as pessoas estão falando, tá, gente? Vendo, escutando, lendo, entendendo. Me alio muito com vocês nesse sentimento, inclusive de frustração. Gostaria mesmo que a batalha fosse de outra ordem, conflitos éticos com Odete, por exemplo. Mas não teve. Temos que lidar com o que está posto”.

Por fim, ela afirmou ter esperança de que, na reta final, tenha um ponto de virada na vida da sua personagem, a qual, para ela, “é um exemplo de mulher”. “Torço para que consiga reverter a situação, se estabelecer financeiramente e colocar em prática tudo o que tanto fala e acredita”, disse.

“Espero realmente que a vida devolva a ela o que ela dá para a vida. Aí teremos uma narrativa contemporânea. Está na hora da gente ver a população negra nesse lugar. A ficção também serve para a gente sonhar e se sentir possível. É sobre isso”, finalizou.

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