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SAÚDE

Cuidado no verão: médicos alertam sobre queda de imunidade nas festas

Calor, álcool, pouco sono e má alimentação podem aumentar o risco de adoecer

Beatriz Santos

Por Beatriz Santos

07/01/2026 - 15:07 h
Maratona de eventos atrai milhares de pessoas, mas também acende um alerta entre médicos sobre os impactos desse ritmo no organismo
Maratona de eventos atrai milhares de pessoas, mas também acende um alerta entre médicos sobre os impactos desse ritmo no organismo -

Com a chegada do verão, a Bahia entra em um período marcado por festas consecutivas, calor intenso e mudanças bruscas na rotina.

Entre janeiro e fevereiro, a chamada maratona de eventos atrai milhares de pessoas, mas também acende um alerta entre médicos sobre os impactos desse ritmo no organismo e a possível queda da imunidade.

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A combinação de alimentação irregular, consumo frequente de bebidas alcoólicas, poucas horas de sono e desidratação pode comprometer o equilíbrio do corpo. Segundo a infectologista Maria Alice Sena, o funcionamento adequado do organismo depende de cuidados básicos que costumam ser negligenciados nessa época.

“A falta de alimentação leva à baixa das taxas de glicose no sangue, o que pode causar sintomas desagradáveis e riscos à saúde, principalmente para o cérebro”, explica. Ela ressalta que pausas eventuais nas refeições não afetam diretamente o sistema imunológico, mas provocam indisposição, letargia e alterações no estado mental.

Outro fator recorrente durante o período festivo é o consumo contínuo de álcool. Mesmo sem exageros pontuais, o hábito pode trazer consequências importantes.

“O consumo contínuo de álcool, principalmente quando utilizado como única fonte de calorias, pode levar a complicações no organismo, sendo a mais frequente as alterações no fígado, a depleção das reservas de vitaminas e a alteração da capacidade de atenção e de tomada de decisão”, afirma a especialista.

Em casos de excessos, os riscos aumentam e podem incluir desidratação, intoxicação aguda, vômitos, rebaixamento do nível de consciência, infecções respiratórias por broncoaspiração e até coma alcoólico.

A desidratação, comum no verão, nem sempre é percebida de imediato. De acordo com Maria Alice, a sede é apenas o primeiro sinal de alerta. “Boca seca, tontura, cansaço, náuseas, pele pegajosa, confusão mental e urina bem concentrada e em pouca quantidade são sinais de alerta”, lista.

As noites mal dormidas também interferem diretamente na saúde. “O sono é responsável pelo restabelecimento das funções orgânicas; ele é reparador. A privação frequente pode levar a confusão mental, dificuldade de raciocínio e tontura”, explica a infectologista. Segundo ela, o estresse crônico causado pela falta de descanso compromete a capacidade de resposta do organismo, refletindo inclusive na imunidade.

O corpo costuma dar sinais claros quando chega ao limite, e ignorá-los pode agravar o quadro. “A fadiga pode se manifestar por dificuldade em iniciar ou manter atividades, sensação persistente de falta de energia, desejo constante de descansar, lentidão cognitiva e física, além de sintomas associados como dor de cabeça, irritabilidade e distúrbios do sono”, alerta.

Apesar dos riscos, é possível aproveitar as festas sem comprometer a saúde. “Precisamos manter a moderação sempre. Alimentar-se adequadamente, hidratar-se constantemente, evitar o consumo excessivo de bebida alcoólica ou drogas recreativas, evitar exposição solar excessiva, usar protetor solar e respeitar os limites físicos do corpo”, orienta Maria Alice. Ela também reforça a importância do repouso após eventos que exigem gasto incomum de energia.

Para quem pretende encarar a temporada de festas, o planejamento é essencial. “Preparar-se antecipadamente para as maratonas de festas, organizando trajetos que garantam acesso à alimentação adequada e à hidratação com produtos de boa procedência é fundamental”, afirma.

A infectologista recomenda ainda evitar aglomerações caso o calendário vacinal não esteja atualizado, respeitar períodos de descanso, evitar excessos de álcool e substâncias que afetem a capacidade de decisão e manter a prática de sexo seguro. “Em caso de qualquer falha, é importante buscar atendimento médico imediato para as profilaxias”, completa.

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