COMBATE E PRODUTIVIDADE
Oeste da Bahia avança para barrar maior ameaça da agricultura
Os nematóides estão altamente concentrados no centro-oeste do estado


Responsável pela perda de até 30% da produtividade de grãos, os nematóides têm sido um dos maiores desafios agrícolas, principalmente no oeste da Bahia.
Atualmente, os pequenos vermes são um dos maiores problemas em diversas culturas como:
- Soja
- Algodão
- Feijão
- Cana-de-açúcar
- Tabaco
- Café
- Hortaliças
- Frutíferas
Esses filiformes são os mais comuns e antigos do planeta. Atualmente, existem 70 espécies distribuídas em todo o mundo. Os nematóides estão altamente concentrados no centro-oeste da Bahia, na Amazônia, no deserto do Saara e até mesmo nas profundezas do mar.
Com o aumento das demandas produtivas, o setor agropecuário tem despontado soluções agrícolas para neutralizar a doença das safras e aumentar a produtividade na região.
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Soluções sustentáveis, então, têm sido criadas para combater esses microrganismos patogênicos, ao mesmo tempo em que precisam reduzir os impactos no solo.
Tecnologia no solo
O tratamento ou combate é feito principalmente por nematicidas, defensivos agrícolas, químicos ou biológicos, com ação imediata matando-o ou paralisando-o temporariamente. Entretanto, todos os tipos de nematóides são combatidos, até mesmo os que atuam de forma benéfica.
Uma nova e inédita tecnologia para o solo, entretanto, tem se debruçado no combate aos nematóides predadores, ao mesmo tempo, o Lormelo, lançado pela primeira vez na Bahia Farm Show.
O nematicida químico foi criado pela Corteva para acabar com fitoparasita e aumentar a produtividade da planta através da manutenção das espécies de nematóides que ajudam na nutrição dos grãos.
Qual a diferença dos nematóides?
Dentro da comunidade complexa de espécies de nematoides, há tipos que podem se alimentar de bactérias ou fungos com importância na decomposição e reciclagem de nutrientes, mas também há aqueles que atuam como predadores ou onívoros.
O pesquisador especialista em fitopatologia/nematologia, Eduardo Freire, explica que o desafio maior está ligado a esse pequeno percentual de nematóides vilões, conhecidos como fitonematoides. São eles os responsáveis por causar doenças às plantas.
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“Há vermes que que podem atacar as plantas, têm nematóides que podem atacar fungos, tem nematóides que fazem decomposição da matéria orgânica do solo, tem nematóides que come outro nematóide, controlando pragas. É um mundo vasto”, explica ele.
Entre os nematóides patogênicos mais comuns estão:
- Nematoide das lesões radiculares
- Nematoide-das-galhas
- Nematoide reniforme
Combate aos nematóides através de tecnologia
Geralmente, a prevenção é a forma mais eficaz contra as fitoparasitas. O pesquisador Eduardo Freire explica que fazer um levantamento de nematoides na área agrícola pode ser o maior investimento a ser realizado pelo produtor.
“É um investimento absurdamente irrelevante, tem o seu custo e é relativamente trabalhoso, mas o retorno é alto. Então antes de se fazer um investimento químico ou tecnológico generalista no solo, uma opção é dar esse estudo de solo para aplicar impactos na biologia do solo e tratá-lo”, disse ele.
Como atual o Lormelo
O nematicida Lormelo faz parte do grupo de sulfonamidas, uma espécie de antibióticos sintéticos que impedem a reprodução de bactérias e protozoários na planta. Identificado como fluazaindolizina, o nematicida é aplicado via sulco de plantio através da semeadura, irrigação ou aplicação de defensivos no solo ou na plantação.
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“O produto ajuda o produtor na questão de manejo e segurança. Na hora da produção, com a aplicação da semente, o produto é aplicado no sulco de plantio. Mesmo sendo uma molécula química, o produto tem uma pegada muito ambiental, preservando os organismos de vida livre que são aqueles benéficos, atacando apenas aquilo que faz mal ao produtor. O Lormelo atua diminuindo a população dos nematoides”, explicou Jakelinny Martins, agrônoma de campo e gerente na Corteva.
Apoio ao produtor
Além da comercialização do produto, a Corteva oferece suporte ao produtor para a aplicação do Lormelo
“Estrategicamente, o melhor local para gente fazer essa ponte entre a indústria e a tecnologia, é o produtor. A Corteva auxilia nesse manejo porque a gente sabe que na agricultura se tem muitos problemas, e quando a gente consegue mitigá-lo, o produtor vai bem, a indústria vai bem, o agrônomo vai bem, todo mundo vai bem”, continuou a gerente.


