PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA
Produção de leite cresce, mas de ovos cai na Bahia
Pesquisa do IBGE mostra os recordes históricos da produção agropecuária baiana


A produção de leite na Bahia cresceu em 161,1 milhões de litros entre janeiro e março desde ano. Foi a maior, para o estado, em 29 anos, desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1997.
Em relação ao mesmo período do ano passado, a produção de leite no estado cresceu 3,0%, cerca de 156,4 milhões de litros, e 155,6 milhões de litros frente ao trimestre imediatamente anterior, o 4º trimestre de 2025, um crescimento de 3,6%.
No período, a aquisição nacional de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária foi de 6,781 bilhões de litros, registrando recorde para um 1º trimestre.
A Bahia segue como a sétima maior produtora de leite do Brasil, respondendo, no 1º trimestre de 2026, por 2,4% do leite adquirido no país. Minas Gerais segue liderando, com 24,7% (1,673 bilhão de litros).
Produção de ovos não cresce
Enquanto a produção de leite cresce, a de ovos cai. No 1º trimestre de 2026, foram produzidas 22,780 milhões de dúzias de ovos de galinha na Bahia.
O número representa uma queda de 0,6% frente ao 1º trimestre do ano passado (22,911 milhões de dúzias, recorde para o período) e 0,6% menos do que o verificado no 4º trimestre de 2025 (22,922 milhões de dúzias).
No Brasil como um todo, a produção de ovos de galinha foi recorde para um 1º trimestre na série histórica, iniciada em 1987. No país, foram produzidas 1,215 bilhão de dúzias, 0,4% a mais do que no mesmo trimestre no ano passado (1,210 bilhão de dúzias), mas 3,5% a menos do que o recorde registrado no 4º trimestre de 2025 (1,259 bilhão de dúzias).
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São Paulo segue como maior produtor de ovos do país, com 24,6% do total no 1º trimestre de 2026 (299,2 milhões de dúzias). A Bahia fica no 12º lugar, com 1,9%.
Abates de animais crescem na Bahia
O abate de bovinos na Bahia teve, entre janeiro e março de 2026, o seu melhor resultado para um 1º trimestre na série histórica do IBGE, iniciada em 1997. No período, foram abatidos 349.469 animais no estado.
O abate de frangos também registrou alta no mesmo período. No 1º trimestre de 2026, o abate de frangos na Bahia foi de 35.099.491 animais, no melhor resultado para o período em quatro anos, desde 2022, quando 33.870.125 frangos haviam sido abatidos no estado, no que foi o recorde da série histórica.
O estado apresentou crescimento de 5,5% frente ao 1º trimestre de 2025 (33.271.819), e de 1,1% em relação ao 4º trimestre do ano passado (34.710.840).
No mesmo período, o abate de suínos registrou 69.659 suínos abatidos no 1º trimestre de 2026, 1,1% a mais do que no mesmo período do ano passado (68.890 animais), porém, 10,2% a menos do que no 4º trimestre de 2025 (77.582 animais).
A Bahia é o 10º maior produtor de carne suína, responsável por 0,5% do abate nacional. Santa Catarina lidera, com 28,1% do total (4,292 milhões de animais). Já na de bovino, a Bahia está na 11ª posição no país, com 3,4% do abate nacional. Mato Grosso sustenta a liderança, com 17,5% de participação (1,803 milhão de animais).
O estado tem o 9º maior abate de frangos do Brasil, respondendo por 2,1% do total. O Paraná lidera, com 35,0% do abate nacional (598,0 milhões de animais).


