ARTIGOS
A escola pública é patrimônio de todos
Confira o artigo de Marcius de Almeida Gomes


A Rede Estadual de Educação da Bahia tem alcançado marcas simbólicas e significativas. As escolas novas ou modernizadas entregues pelo Estado nas cidades, no campo, nas aldeias, nos quilombos e assentamentos, por exemplo, têm a mesma estrutura: salas de aulas climatizadas, laboratórios, teatros, quadras poliesportivas, campos de futebol society e bibliotecas, dentre outros equipamentos. Em muitos municípios, o colégio estadual é a maior edificação existente.
Para além de toda essa estrutura, temos nas 1.029 unidades escolares estaduais e 633 anexos o trabalho dedicado dos educadores e educadoras e dos profissionais da Educação, focado na aprendizagem dos nossos mais de 650 mil estudantes. O IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) mostra avanços pelo quarto ciclo consecutivo na aprendizagem. A Rede Estadual da Bahia é a segunda do país na implementação de políticas para a educação étnico-racial; uma das três maiores na oferta da Educação Profissional e Tecnológica; e tem mais de 94% de professores e coordenadores pedagógicos concursados, com uma carreira valorizada seja por formação continuada ou por promoção, progressão ou gratificações ao aperfeiçoamento profissional.
Além disso, a nossa rede é uma das maiores na oferta da Educação em Tempo Integral, com mais de 700 escolas e 176 mil estudantes. Isso assegura mais oportunidades para que a juventude possa aprender e projetar o futuro. Neste contexto, a permanência também é garantia de aprendizagem. E a nossa rede tem iniciativas determinantes neste sentido, como os programas Bolsa Presença e Mais Estudo e a alimentação escolar com produtos da agricultura familiar. Já alcançamos resultados. Nos últimos quatro anos, a taxa de abandono caiu 70%.
Leia Também:
Em alinhamento com o governo federal, o Estado também estreita, cada vez mais, a relação com os municípios. O regime de colaboração fortalece o sistema educacional. Uma das ações dessa parceria é o Programa Bahia Alfabetizada, que articula poderes públicos, universidades e entidades da sociedade civil. Segundo o MEC, entre 2024 e 2025, a Bahia avançou 19 pontos percentuais na alfabetização das crianças na idade certa. O mesmo elo se fortalece com as instituições de Ensino Superior, órgãos públicos e sociedade civil, por meio de uma agenda que discute a educação integral integrada ao desenvolvimento do Estado.
Estas são algumas das políticas públicas que estão sendo implementadas e aperfeiçoadas na nossa rede, na perspectiva de superar os desafios históricos e consolidar, ainda mais, a educação pública de qualidade na Bahia. Um esforço que enaltece o protagonismo estudantil e faz da escola pública um ambiente seguro e, reconhecidamente, um dos maiores patrimônios que as famílias podem ter.


