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Move Brasil amplia crédito para quem trabalha sobre rodas

Lei sancionada torna programa permanente, com R$ 30 bilhões para crédito

Núbia Cristina
Por Núbia Cristina
Confira s mudanças no trânsito neste domingo
Confira s mudanças no trânsito neste domingo - Foto: (Foto: Olga Leiria / Ag. A Tarde)

Transformado em política permanente após a sanção da Lei 15.503/2026, o Move Brasil terá R$ 30 bilhões para financiar veículos novos destinados a trabalhadores que dependem deles para exercer suas atividades. O programa ganhou novas regras para taxistas, motoristas de aplicativo e entregadores e passou a contemplar também outras categorias.

Para automóveis, o valor máximo do veículo financiável passou a R$ 200 mil e o prazo pode chegar a 84 meses, com até seis meses de carência. Os juros são de até 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres, já considerados o spread e as taxas bancárias.

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Entre as mudanças, motoristas de aplicativo agora precisam comprovar pelo menos seis meses de atividade na mesma plataforma e um mínimo de 100 corridas. Antes, era exigido um ano de atuação. Taxistas devem estar regularmente cadastrados no município onde trabalham.

Veículos híbridos

Entre os automóveis que podem ser financiados estão modelos novos a etanol, flex, elétricos e híbridos que atendam aos critérios do programa. A nova legislação também abriu caminho para operações destinadas a transporte escolar, transporte de cargas e adaptações para pessoas com deficiência. As condições específicas dessas novas modalidades, porém, ainda dependem de regulamentação.

Para entregadores e profissionais que trabalham com motocicletas, as linhas já disponíveis permitem financiar veículos novos destinados à atividade profissional. Na Caixa, por exemplo, o crédito chega a R$ 30 mil, com prazo de até 48 meses e carência de dois meses.

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Não é automático

O primeiro passo é acessar o Move Brasil com uma conta Gov.br e verificar a elegibilidade. O governo terá até dez dias para responder à solicitação de habilitação. A aprovação nessa etapa, entretanto, não significa que o financiamento está garantido. O trabalhador ainda precisa procurar uma instituição financeira participante, que fará sua própria análise de crédito antes da contratação.

A exigência já é percebida nas concessionárias. Cláudio Cotrim, sócio-diretor do Grupo Motofácil, representante da Yamaha, relata que o programa trouxe às lojas consumidores que antes nem consideravam trocar ou comprar uma motocicleta por causa do valor das parcelas. O acesso ao financiamento, contudo, continua condicionado à situação financeira do interessado.

"Hoje, nossa maior dificuldade é realmente a inadimplência e a necessidade de o cliente estar com o nome limpo", observa Cotrim. Para quem consegue o crédito, a troca pode representar também redução dos gastos necessários para continuar trabalhando. Thiago de Souza Nascimento, que transporta passageiros por aplicativos como Uber e 99 e também realiza entregas, utilizava uma Honda Fan 150 Flex 2014 antes de recorrer ao programa.

"Minha moto já tinha passado da hora de ser trocada. Eu gastava cerca de R$ 300 por mês com manutenção. Agora vou reduzir esse custo e trabalhar com mais conforto", contou.

Entre a inscrição e a compra de uma Honda Bros 160 ABS passaram-se cerca de dez dias. Para adquirir a motocicleta, avaliada à época em aproximadamente R$ 25 mil à vista, Thiago conseguiu R$ 23.831 em crédito. As parcelas ficaram em R$ 801 mensais.

Com a transformação em política permanente, o Move Brasil deixa de ter prazo para encerramento. A nova legislação também amplia o alcance da iniciativa, que nasceu voltada a taxistas, motoristas de aplicativo e entregadores e passa a contemplar outras atividades profissionais que dependem do veículo como instrumento de trabalho.

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financiamento de veículos lei 15.503/2026 motoristas de aplicativo Move Brasil Taxistas veículos elétricos

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