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CRATERA

BR-324 deve ser totalmente liberada nesta quinta-feira, 5

DNIT registrou congestionamentos de até 7 km após desvio da rota principal

Rodrigo Tardio
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| Atualizada em
Equipes técnicas atuam na reconstrução da estrutura inferior do aterro
Equipes técnicas atuam na reconstrução da estrutura inferior do aterro - Foto: Reprodução | TV Bahia

Os motoristas que trafegam pela BR-324 enfrentam momentos de forte retenção e paciência redobrada nesta semana. Após a interdição parcial iniciada na manhã da última segunda-feira, 2, que chegou a provocar uma fila de veículos com até 20 km de extensão, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) suspendeu totalmente o trânsito no local atingido por uma erosão no km 603, em Simões Filho, na terça-feira, 3.

Ao portal A TARDE, o DNIT confirmou que o trecho será liberado já nesta quinta, 5, antecipando a previsão inicial de liberação apenas no sábado, 7.

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Com o bloqueio completo no sentido crescente (Feira de Santana–Salvador), todo o tráfego da rodovia federal foi desviado para a pista lateral, trecho correspondente à antiga estrada do DNER/DERBA.

Após a mudança, o Centro de Controle Operacional (CCO) do órgão chegou a registrar retenções que variaram entre 6 e 7 km ao longo do dia, a depender do fluxo do horário. No sentido oposto (Salvador–Feira de Santana), a circulação permaneceu normal.

O que causou a cratera na BR-324?

De acordo com o DNIT, as fortes chuvas registradas na semana passada, aliadas à obstrução de um dispositivo de drenagem, provocaram o carreamento de partículas finas do solo, resultando no surgimento de um buraco visível na pista e na instabilidade do aterro de acesso ao viaduto.

Equipes trabalham na reconstrução da estrutura

As equipes técnicas atuam na reconstrução da estrutura inferior do aterro. Embora veículos leves tenham sido liberados temporariamente por uma das faixas durante a terça-feira, o uso de maquinário pesado para a recomposição do pavimento exigiu a interdição total da pista principal sobre o viaduto.

A medida tem como objetivo "garantir a segurança dos trabalhadores e motoristas".

"A interdição total do trecho sobre o viaduto é indispensável para garantir a segurança dos trabalhadores e dos motoristas durante a recomposição integral do pavimento," informou o DNIT em nota enviada ao portal A TARDE. A expectativa do órgão é de que os serviços sejam concluídos até o próximo final de semana.

Rotas indicadas pela PRF

Para evitar a área crítica e minimizar o tempo de viagem, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) recomenda que os condutores que vêm de Feira de Santana utilizem o mapa de desvios regionais.

Para os motoristas, estão disponíveis as seguintes alternativas:

  • Opção 1: BR-324 na região de Candeias - acesso à BA-522
  • Opção 2: BA-524 (Canal de Tráfego) na região de Camaçari
  • Opção 3: BA-535 (Via Parafuso)
  • Opção 4: BA-526 (Via Metropolitana)
Imagem ilustrativa da imagem BR-324 deve ser totalmente liberada nesta quinta-feira, 5

Em razão da situação estrutural identificada na BR-324, a PRF chegou a orientar aos condutores a não utilizarem os acostamentos, já que a prática agrava o congestionamento, dificulta o acesso dos recursos necessários ao local da obra e compromete o deslocamento de veículos de emergência, como ambulâncias.

Problema no mesmo trecho

Os primeiros problemas no km 604 da BR-324, em Simões Filho, foram registrados em julho deste ano, quando uma cratera surgiu na pista e exigiu a intervenção das equipes responsáveis pela rodovia.

Após os primeiros serviços, o trecho chegou a ser liberado para o tráfego. No entanto, os problemas estruturais prosseguiram e novos sinais de rachaduras foram identificados, levando à nova interdição do local para garantir a segurança dos motoristas.

Diante do problema, o DNIT realizou sondagens, estudos geofísicos, inspeções e testes para descobrir a origem dos danos. As análises apontaram que a água estava circulando pelo interior do aterro, carregando material e formando vazios que comprometiam a sustentação da pista.

Nova erosão na BR-324

A nova erosão no km 603 reacendeu o alerta dos motoristas por estar muito próxima ao km 604, o que exigiu duas semanas de obras e a decretação de situação de emergência em agosto.

O DNIT esclareceu que a ocorrência atual não possui relação com o problema anterior, descartando qualquer dano à estrutura do viaduto.

O órgão reforçou o pedido para que os motoristas reduzam a velocidade no local, mantenham a atenção redobrada à sinalização de obras e sigam rigorosamente as orientações das equipes de tráfego.

Relembre caso em 2013

​Em 2013, um buraco de grandes proporções surgiu no quilômetro 618 da BR-324, imediações do Porto Seco/Pirajá, o que transformou a rotina dos motoristas. O surgimento da cratera, ocorrido em 5 de junho do ano referido, forçou a interdição total da pista no sentido Feira de Santana - Salvador, gerando travamentos históricos no tráfego da capital baiana e da Região Metropolitana.

​A complexidade e a lentidão dos serviços de reparo, que se estenderam por longos 110 dias, provocaram forte reação de autoridades públicas.

A demora gerou indignação no então vice-governador da Bahia, Otto Alencar, que defendeu publicamente o cancelamento do contrato de concessão com a Viabahia, administradora do trecho. A tomada de posição ocorreu após o gestor ficar retido por mais de uma hora no engarrafamento provocado pelas obras.

​Impasse na Justiça

​O desgaste provocado pela interdição da rodovia também mobilizou o Ministério Público Federal (MPF). O órgão, à época, ingressou com uma ação na Justiça Federal solicitando a suspensão da cobrança da taxa de pedágio aos condutores enquanto as obras de recuperação do asfalto não fossem concluídas.

​Apesar da repercussão do pedido e da pressão popular, a ação tramitou na Justiça Federal sem que o mérito da liminar chegasse a ser apreciado antes da conclusão dos trabalhos na pista, finalizados apenas em meados de setembro daquele ano.

O episódio ficou registrado como um dos pontos culminantes da crise de atendimento e infraestrutura da concessionária no estado

O portal A TARDE entrou em contato com o DNIT para obter respostas sobre os custos da nova intervenção, mas não obteve retorno até a publicação da matéria.

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