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IMBRÓGLIO

Colisão entre lanchas: família nega que embarcação não tinha liberação

Mais cedo, Agerba afirmou que lanchas não tinham autorização para operar operar o transporte intermunicipal

Leilane Teixeira
Por Leilane Teixeira
14 pessoas ficaram feridas e uma morreu no acidente
14 pessoas ficaram feridas e uma morreu no acidente - Foto: Redes Sociais

A família de Rafael Tavares Brito, proprietário da Lancha Safira, envolvida no acidente que deixou 14 pessoas feridas e uma morta, negou a versão de que a embarcação não tinha autorização para operar o transporte intermunicipal de passageiros, nem mesmo licença especial de turismo ou fretamento, segundo divulgado pela Agência Estadual de Regulação e Fiscalização do Transporte Intermunicipal de Passageiros da Bahia (Agerba).

Em entrevista ao Portal A TARDE, a filha de Rafael disse que o pai tem "todos os documentos" e "liberação para o transporte".

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"Ele tinha autorização sim de fazer esse transporte e atuar nessa linha que leva o pessoal de Morro de São Paulo Para Valença. Isso não procede. Meu pai trabalha com isso há 40 anos e faz essa linha todos os dias. Ele tem autorização da Astram, tem tudo. Inclusive, estamos tentando entender o porquê da Agerba ter publicado essa informação falsa. Está rolando algum imbróglio, não pode a Agerba dizer uma coisa e a Astram dizer outra. Estou buscando entender, mas fato é: ele tem a autorização sim", disse Jaqueline Brito.

Rafael Tavares, de 59 anos, é o proprietário da Lancha Safira, que fazia a travessia Morro de São Paulo - Valença, quando colidiu com a lancha de passeios Lipe Lara. Na embarcação Safira, estavam 12 pessoas à bordo, incluindo Rafael, que está internado em Ilhéus. Além dele, uma pessoa morreu, o empresário Gustavo Veloso Andrade. O corpo dele foi sepultado às 17h desta terça-feira, 8, em Valença

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Entenda o imbróglio

Apesar de ter os documentos regulamentados com a CPBA, nesta terça-feira, 8, a Agerba informou, por meio de nota, que nenhuma das duas lanchas tinham autorização do órgão para operar o transporte intermunicipal de passageiros, nem mesmo licença especial de turismo ou fretamento.

A informação confirmada pela Agerba vai contra o que foi informado anteriormente pela Associação dos Servidores em Transporte e Trânsito do Município (Astram). Segundo a associação, a lancha Safira, que fazia o transporte intermunicipal, estava regularizada para exercer a atividade.

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Veja abaixo as duas notas na íntegra

Agerba

A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) esclarece que as embarcações envolvidas em colisão durante travessia entre Morro de São Paulo e Valença, na última segunda-feira (7), não possuíam autorização do órgão para operar o transporte intermunicipal de passageiros, nem mesmo licença especial de turismo ou fretamento

Importante destacar que, nos termos da Lei nº 9.537/1997 (Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário), a segurança da navegação, a condução de embarcações e a apuração de acidentes aquaviários são de competência exclusiva da Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos

Astram

Imagem ilustrativa da imagem Colisão entre lanchas: família nega que embarcação não tinha liberação
Foto: Divulgação Astram

Relembre o acidente

Uma pessoa morreu em um acidente envolvendo duas lanchas que faziam a travessia entre Morro de São Paulo e Valença, na Bahia, na noite de segunda-feira, 7. Quinze pessoas estavam nas duas embarcações e, além da morte registrada, outras quatro pessoas tiveram ferimentos graves e precisaram ficar internadas. Três delas seguem hospitalizadas nesta terça-feira, 8.

O acidente aconteceu por volta das 18h30, em um banco de areia conhecido na região como Ilha da Coroa. As duas lanchas envolvidas no acidente faziam a travessia entre Morro de São Paulo e a cidade de Valença. Elas navegavam no sentido contrário e bateram de frente.

O homem que morreu no acidente foi identificado como Gustavo Veloso. Ele era empresário e trabalhava como gerente do restaurante Sambass Café, localizado na Segunda Praia de Morro de São Paulo.

As outras 14 pessoas que estavam nas lanchas também foram atendidas pelo Samu e 10 foram liberadas. Quatro delas tiveram ferimentos mais graves e, dessas, uma já teve alta. Até a publicação desta matéria, três seguem internadas:

  • José Roberto Alves Costa, 59 anos — transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador. Encontra-se estável, aguardando vaga na UTI para realização de cirurgia.
  • Raimunda Marques de Almeida, 57 anos — transferida para o Hospital São Matheus, em Feira de Santana. Está estável e segue em avaliação médica.
  • Rafael Tavares Brito, 59 anos — transferido para o Hospital Costa do Cacau, em Ilhéus. Está estável e deve passar por cirurgia nesta quarta-feira, 9.
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colisão lanchas morro de são paulo valença

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