SOLIDEZ
Contas da Bahia mantêm trajetória sustentável e baixo endividamento
Dados do Tesouro confirmam equilíbrio orçamentário e avanço nos investimentos públicos


As finanças públicas da Bahia registram desempenho estável, marcado pelo controle do endividamento e pela expansão da capacidade de investimento público. A avaliação consta em levantamento do jornal Folha de S.Paulo sobre a situação fiscal dos estados entre 2019 e 2026, respaldada por analistas do setor público.
Em declaração ao veículo, o diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, Marcus Pestana, classificou o quadro baiano como favorável. “É uma situação saudável, não é ruim como Rio, Minas Gerais e Rio Grande do Sul”, afirmou o especialista, destacando que o Estado mantém um volume de dívidas reduzido e sob controle.
Liquidez fiscal
O diagnóstico é endossado por Alexandre Manoel, sócio da Global Intelligence and Analytics. De acordo com o economista, o governador Jerônimo Rodrigues caminha para o encerramento do mandato sem sobressaltos financeiros decorrentes do endividamento, a despeito de uma diminuição nos colchões de liquidez fiscal.
Com indicadores sólidos, a Bahia preserva nota favorável junto ao Tesouro Nacional, o que permite a captação de recursos com aval da União. Conforme a estimativa reportada, os aportes em obras e serviços no mandato atual somam R$ 29,1 bilhões até 2026 — montante superior aos R$ 23,4 bilhões registrados na gestão de Rui Costa. O volume máximo de aportes ocorreu em 2023, quando alcançou R$ 9,2 bilhões.
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Dívida e pessoal sob controle
Os índices de comprometimento orçamentário situam-se abaixo dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF):
Dívida Consolidada Líquida: fechou em 35,67% da Receita Corrente Líquida (RCL) em 2025, patamar confortável perante o teto legal de 200%.
Gastos com Pessoal: comprometeram 40,36% da RCL, permanecendo distantes do limite prudencial de 46%.
Em nota, a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba) informou que o ritmo das obras em infraestrutura — como saúde, educação, segurança, rodovias e saneamento — foi custeado por meio do uso de superávits financeiros acumulados em exercícios anteriores.
Cálculo de déficit para 2026
A Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-Ba) diverge da metodologia utilizada pela reportagem na projeção de déficit para 2026. A pasta argumenta que a adoção das despesas empenhadas distorceu as estimativas ao contabilizar de forma antecipada todo o orçamento anual da folha salarial dos servidores.
De acordo com o órgão estadual, projeções feitas no decorrer do ano fiscal devem basear-se nas despesas liquidadas, segundo os preceitos da LRF, deixando o cômputo dos empenhos exclusivamente para o encerramento do exercício.


