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BAIXA GRANDE

Dispensa de licitação de R$ 1,6 milhão deixa prefeito na mira do TCM

Parlamentares denunciam "emergência fabricada" em dispensa de licitação para limpeza urbana

Rodrigo Tardio
Por
Canário (MDB) tem prazo de 20 dias para apresentar defesa
Canário (MDB) tem prazo de 20 dias para apresentar defesa - Foto: Reprodução

O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) apura denúncia de irregularidades na contratação dos serviços de limpeza urbana no município de Baixa Grande, gestão do prefeito Adroaldo dos Santos Ribeiro, conhecido como Canário (MDB).

O processo, movido pelos vereadores Ricardo Pereira de Almeida e Alaelson Bastos Oliveira, questiona a legitimidade de uma dispensa de licitação no valor de R$ 1.600.868,16, firmada em 2026 com a empresa Multiservice Prestadora de Serviços LTDA.

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De acordo com a representação, a Prefeitura teria negligenciado o planejamento administrativo ao longo de 2025 para justificar a contratação emergencial de 120 dias.

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Os parlamentares alegam que a situação de "emergência" foi provocada pela própria gestão, que assumiu o cargo em janeiro de 2025 e teria demorado mais de um ano para realizar um certame licitatório definitivo.

Medida cautelar

O TCM analisou o pedido de suspensão imediata do contrato. Na decisão, o órgão indeferiu a medida cautelar, sustentando que a competência primária para sustar atos do Executivo, neste estágio, cabe à Câmara Municipal.

Contraditório

Apesar da negativa da liminar, o mérito da denúncia continua sob análise técnica do Tribunal. O prefeito Canário e a empresa contratada foram formalmente notificados e possuem um prazo de 20 dias para apresentar defesa e entregar a documentação integral do processo administrativo.

Caso as irregularidades na dispensa de licitação sejam confirmadas, o gestor deve enfrentar multas, ressarcimento ao erário e sanções previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal.

A reportagem procurou o prefeito de Baixa Grande e ainda aguarda resposta aos questionamentos.

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Tags

baixa grande controle financeiro denúncia irregularidades Gestão Pública licitação tribunal de contas

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