PREVENÇÃO
El Niño: veja o que governos e cidadãos podem fazer para reduzir impactos
Na Bahia, ações visam evitar estragos causados pela seca e estiagem


O retorno do El Niño acende um alerta para a Bahia, especialmente para as regiões mais vulneráveis à seca e à estiagem prolongada.
O fenômeno climático pode alterar o regime de chuvas, elevar as temperaturas e aumentar o risco de eventos extremos, com possíveis impactos sobre o abastecimento de água, a produção agrícola, a saúde da população e a ocorrência de incêndios.
Diante desse cenário, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, chamou atenção nesta quarta-feira, 2, durante coletiva de imprensa, para a importância da atuação conjunta de estados, municípios e da população na prevenção e no enfrentamento dos possíveis impactos do fenômeno.
“É desse esforço conjunto que teremos condições de ter maior resiliência para enfrentar o que temos pela frente. (...) Desde 2023, o governo federal começou a tomar medidas estruturantes para minimizar os efeitos das mudanças do clima”, afirmou.
Atuação estratégica e conjunta
União, Estado e municípios têm responsabilidades diferentes na prevenção e na resposta aos possíveis impactos do El Niño, enquanto a população também pode adotar medidas para reduzir riscos e contribuir para o uso racional dos recursos.
Ao governo federal cabe coordenar ações nacionais de monitoramento, prevenção e resposta, além de financiar obras e medidas estruturantes para reduzir a vulnerabilidade de regiões afetadas pela seca.
Na Bahia, entre os investimentos previstos pelo Novo PAC estão cerca de R$ 1,1 bilhão em obras consideradas estratégicas para a segurança hídrica.
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Papel do Estado e dos municípios
Aos governos estadual e municipais cabe a execução local dos planos de contingência e o mapeamento detalhado das áreas de risco.
As principais funções incluem:
- Gestão hídrica local: manutenção dos sistemas de abastecimento e, se necessário, implementação de racionamento e priorização de usos essenciais.
- Saúde pública: preparação da rede de assistência para atender casos relacionados ao calor extremo e manutenção da vigilância epidemiológica.
- Combate a incêndios: mobilização de brigadas estaduais e fiscalização contra queimadas ilegais, com o reforço de aeronaves disponíveis no Estado para resgates e combate ao fogo.
- Proteção social: identificação de famílias vulneráveis por meio do CadÚnico e distribuição de cestas básicas e água potável pela Defesa Civil.
Papel do cidadão
A sociedade civil também é peça-chave para o funcionamento das ações de defesa. A principal orientação é não ignorar os alertas científicos e manter-se informado por meio de canais oficiais.
- Atenção aos alertas: o cidadão deve estar atento ao Defesa Civil Alerta, ferramenta que envia mensagens de emergência diretamente para celulares em áreas de risco.
- Ações preventivas: ao receber um alerta, a recomendação é manter a calma e seguir as instruções das autoridades, sem esperar a situação piorar para agir.
- Uso consciente: em cenários de escassez, é necessário o uso racional da água.
Em casos de incêndios, deslizamentos ou falta de água severa, a população deve acionar os seguintes números: Defesa Civil (199), Bombeiros (193) ou Samu (192).


