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Indignos: policiais lideravam organização criminosa, aponta delegado

Dois policiais militares foram presos, sendo um detido em Salvador e o outro no Paraná

Redação
Por Redação
Dois policiais militares foram presos, sendo um detido em Salvador e o outro no Paraná
Dois policiais militares foram presos, sendo um detido em Salvador e o outro no Paraná -

Uma operação deflagrada pela Polícia Civil nos estados da Bahia, São Paulo, Ceará, Paraná e Amazonas, nesta quinta-feira, 9, resultou na prisão de oito pessoas, incluindo dois policiais militares. A ação, chamada de Operação Indignos, mira uma organização criminosa envolvida em extorsão mediante sequestro com resultado morte, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Durante as buscas, foram apreendidas joias, armas e uma BMW pertencentes aos alvos da investigação. Os dois policiais militares presos são baianos, sendo um detido em Salvador e o outro no Paraná. De acordo com as autoridades, ambos desempenhavam papéis de liderança dentro do grupo criminoso.

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A investigação teve início após o assassinato de Ivã Freitas de Almeida, que foi morto como parte de uma disputa interna pela ascensão de poder na organização criminosa. Segundo o delegado Adailton Adan, titular da Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), o caso foi um ponto de partida para desvendar uma rede criminosa que movimentava uma fortuna por meio de atividades ilícitas.

“A partir da extorsão mediante sequestro e morte de Ivã Freitas de Almeida, nós conseguimos, durante as investigações, identificar a participação da vítima no mundo criminoso, como traficante, e das pessoas que gravitavam em torno dele como partícipes de uma organização criminosa. Essa organização tinha uma movimentação financeira muito alta. Por isso, Ivã foi morto, para a ascensão de poder dentro da organização”, explicou Adan.

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O delegado também detalhou como o grupo utilizava empresas fantasmas para legalizar o dinheiro obtido ilicitamente: “Os policiais, junto com outras pessoas que estamos investigando, eram responsáveis, além da parte de logística, também pela criação de empresas fantasmas, justamente para que esse dinheiro pudesse transitar e circular nessas empresas, adquirindo joias, veículos e imóveis, com o objetivo de legalizar a movimentação financeira. Cerca de 150 milhões de reais foram movimentados pela quadrilha.”

O diretor do Departamento de Investigações Criminais (Deic), delegado Thomas Galdino, também destacou a atuação do grupo e as próximas etapas da investigação. Segundo ele, nenhuma empresa ligada à reciclagem de metais foi identificada, mas outras de fachada chamaram a atenção.

“Não foi detectada nenhuma empresa do tipo ferro-velho, pelo menos até o presente momento. No entanto, diversas empresas que percebemos que atuavam como empresas de fachada foram identificadas. Muitas delas, durante o cumprimento de mandados de busca, não apresentavam nenhum indício de funcionamento que justificasse a movimentação das quantias apuradas na nossa investigação”, afirmou Galdino.

Ele também ressaltou que a operação representa um passo importante, mas que a investigação ainda busca detalhes mais profundos sobre o funcionamento da organização. “Com a deflagração da Operação Indignos hoje, e com a apreensão de materiais eletrônicos e documentais, esperamos aprofundar as investigações e, possivelmente, identificar outras pessoas envolvidas. Assim, em outro momento, poderemos detalhar melhor a atuação dessa organização criminosa”, concluiu.

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Delegado movimentou Operação Indignos quadrilha R$ 150 milhões

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