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Advogado com nanismo reprovado em concurso para delegado desabafa: “Maior sonho”
Homem de 25 anos já havia sido reprovado anteriormente no TAF


O advogado com nanismo Matheus Menezes, que teve o pedido de recurso administrativo negado após ser reprovado novamente nos exames biofísicos do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), disse que já esperava por isso.
O resultado definitivo, que considerou o candidato “inapto”, foi divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), organizadora do concurso, na terça-feira (16).
Menezes disse, ao g1, que “já esperava a recusa da banca no recurso administrativo, como quase na maioria das vezes acontece. Eu ainda não analisei a resposta deles, então não decidi o que irei fazer adiante”.
A participação do candidato está sub judice, quando a permanência no concurso público está pendente de uma decisão definitiva da Justiça.
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Relembre o caso
O homem de 25 anos já havia sido reprovado anteriormente no Teste de Aptidão Física (TAF). Ele chegou a denunciar ter sido vítima de discriminação e entrou com uma ação judicial.
Depois disso, a reprovação foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado conseguiu na Justiça o direito de refazer o teste com adaptação, mas ele foi reprovado novamente.
A FGV afirmou que “cumpriu integralmente a decisão judicial que determinou a reaplicação do Exame Biofísico do candidato Matheus Menezes Matos, com a adoção das adaptações razoáveis”.
Decisão do STF
Matheus havia pedido, antes de realizar a prova pela primeira vez, a adaptação no TAF e apresentou laudos médicos à FGV, que organizou o concurso, mas não foi atendido.
Em março deste ano, o advogado comemorou nas redes sociais a anulação do teste que havia resultado em sua desclassificação do concurso público para delegado da PCMG. A decisão foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Moraes disse que a banca descumpriu o entendimento firmado pelo STF na ADI 6.476, que estabeleceu a obrigatoriedade de adaptações razoáveis em provas físicas de concursos para candidatos com deficiência.
Reprovação
Quando fez a denúncia, Matheus Menezes contou que já havia passado pelas provas objetiva, discursiva e oral, além dos exames biomédicos. O problema ocorreu na fase de exames biofísicos, que avaliam a aptidão física dos candidatos.
O advogado contou que foi desclassificado em uma prova que exigia um salto de 1,65 m. Antes disso, o advogado já havia sido aprovado nas etapas de flexões e corrida.
“Ser delegado é o maior sonho da minha vida. Não vai ser o meu tamanho que vai impedir isso. Quero essa carreira porque sempre tive vontade de trabalhar na área, investigando e combatendo o crime”, disse


