ECONOMIA
Anvisa mantém suspensão de lotes dos produtos Ypê; veja quais
A agência liberou apenas os fabricados a partir de março


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 15, que mantém suspensa a comercialização, distribuição e uso de lotes específicos de produtos Ypê.
Foram identificados produtos que descumpria requisitos sanitários fabricados em janeiro e fevereiro deste ano, entre eles estão desinfetantes, detergentes e lava-roupas líquidos.
Mas hoje, a Ypê informou que a Anvisa autorizou o uso e a comercialização dos produtos fabricados a partir de março de 2026, dos lotes de número final “1”, e que os resultados dos laudos de análise realizados por laboratórios autorizados já foram apresentados a empresa, a fim de conseguir a liberação total.
Como a Anvisa só recebeu esses resultados nesta segunda-feira, a recomendação aos consumidores é não usar os produtos fabricados nos dois primeiros meses do ano até que a agência se manifeste sobre isso.
Veja os lotes que ainda estão afetados e a comercialização suspensa:
- Desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê: suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;
- Detergentes lava-louças (incluindo versões com enzimas ativas, toque suave, concentrado e linhas clear e green): suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;
- Lava-roupas (Tixan Ypê e Ypê líquido - antibac, coco e baunilha, premium): suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de abril de 2026.
Para desinfetantes e detergentes, foram considerados adequados os produtos fabricados entre 1º e 31 de março de 2026. Já no caso dos lava-roupas, os testes demonstraram conformidade para os itens produzidos entre 1º de abril e 7 de maio de 2026.
A agência informou que se os produtos atingidos estiverem disponíveis no mercado, devem seguir as tratativas acordadas e a manutenção de ações de monitoramento sanitário.
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Sobre o caso
A suspensão foi anunciada depois inspeção sanitária realizada na fábrica da companhia em Amparo (SP) entre os dias 27 e 30 de abril de 2026. Inicialmente, mais de 100 lotes de produtos tiveram a comercialização proibida, após identificar falhas consideradas graves nos processos de fabricação.
A fiscalização encontrou 76 irregularidades sanitárias e apontou risco de contaminação microbiológica nos produtos fabricados na planta industrial.
O caso ganhou ainda mais atenção porque a empresa já havia registrado, em novembro de 2025, um episódio de contaminação microbiológica envolvendo a bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha lava-roupas.
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria que pode provocar infecções em pessoas com imunidade baixa, como pacientes em tratamento contra câncer, transplantados, idosos e pessoas com doenças que afetam o sistema imunológico.
Assim, a Anvisa classificou as medidas adotadas como preventivas para evitar riscos à saúde da população.


