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Após perder patente da Polilaminina, Congresso tenta proteger pesquisa

Projeto quer evitar que descobertas brasileiras fiquem sem proteção internacional por falhas administrativas

Iarla Queiroz
Por
Proposta surge após perda de proteção externa da polilaminina
Proposta surge após perda de proteção externa da polilaminina - Foto: Reprodução

O Congresso Nacional passou a discutir medidas para reforçar a proteção de pesquisas científicas brasileiras após a perda da patente internacional da polilaminina, desenvolvida pela bióloga Tatiana Coelho Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A reação veio por meio da deputada federal Renata Abreu (SP), presidente nacional do Podemos, que protocolou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 32/2026. A proposta busca impedir que o país volte a perder patentes no exterior por falhas administrativas ou falta de pagamento de taxas.

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O caso que reacendeu o debate

A polilaminina foi desenvolvida a partir de estudos iniciados nos anos 1990 sobre a laminina, proteína presente naturalmente no organismo e associada à regeneração de tecidos nervosos.

A partir dessa base, Tatiana criou um polímero que, aplicado diretamente na coluna, poderia devolver movimentos totais ou parciais a pessoas com lesão medular. A pesquisa levou mais de duas décadas e ganhou projeção após relatos de pacientes com melhora em quadros de lesão medular aguda.

Apesar da patente estar garantida no Brasil, a proteção internacional não foi mantida, evidenciando fragilidades no sistema nacional de propriedade intelectual.

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O que propõe o PLP 32/2026

O projeto apresentado por Renata Abreu altera a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Propriedade Industrial para criar mecanismos permanentes de proteção a patentes consideradas estratégicas.

Entre as principais medidas estão:

  • Impedir o bloqueio orçamentário do órgão responsável por analisar e registrar patentes em períodos de contingenciamento;
  • Criar o Fundo Nacional de Manutenção de Patentes Estratégicas para custear taxas e garantir proteção no Brasil e no exterior;
  • Permitir a ampliação do prazo de vigência da patente por até cinco anos quando houver demora causada pelo próprio Estado.

O texto também prevê que parte dos recursos obtidos com patentes registradas por universidades federais seja reinvestida em pesquisa científica.

Pressão por prioridade no Congresso

Segundo a deputada, a intenção é transformar o episódio em uma política pública estruturante, protegendo o patrimônio intelectual brasileiro e assegurando retorno econômico ao país.

Renata Abreu afirmou que pretende dialogar com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e com líderes partidários para acelerar a tramitação da proposta.

“O Brasil fez a parte mais difícil, que é pesquisar e descobrir. Sem proteção adequada, o retorno econômico pode ficar fora do país”, declarou.

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