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CONDENADO

Assassino de ator de Chiquititas é condenado a 98 anos de prisão

O homem matou Rafael e os pais dele por não aceitar namoro do rapaz com a filha

Redação
Por Redação
Paulo Cupertino matou Rafael e os pais dele na frente da própria filha
Paulo Cupertino matou Rafael e os pais dele na frente da própria filha - Foto: Reprodução Redes Sociais

O empresário Paulo Cupertino Matias foi sentenciado a 98 anos de reclusão em regime fechado pelas mortes do ator Rafael Henrique Miguel e dos pais dele, João Alcisio Miguel e Miriam Selma Silva Miguel, em 2019. Ele foi condenado por triplo homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.

Rafael, o pai e a mãe
Rafael, o pai e a mãe - Foto: Reprodução Redes Sociais

A sentença foi proferida pelo juiz Antonio Carlos Pontes de Souza, da 1ª Vara do Júri da capital, nesta sexta-feira, 30, após os jurados - quatro homens e três mulheres -, decidirem pela condenação do homem. O júri popular, que durou dois dias, ocorreu no Fórum da Barra Funda, em São Paulo. Familiares das vítimas comemoraram o resultado.

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Entre as sete testemunhas ouvidas, estavam Isabela e Vanessa Tibcherani, respectivamente, a filha e a ex-esposa de Cupertino. As duas contaram que não viram como Rafael, Miriam e João foram baleados, mas disseram na audiência que quem os matou foi Cupertino.

“Foi muito rápido, questão de segundos. Ouvi os disparos, me abaixei e comecei a gritar ‘não, não e fui para fora’”, disse Isabela. “O que posso dizer é que ele assassinou as três pessoas a sangue frio”, afirmou Vanessa.

Fernando Viggiano, advogado da família das vítimas, afirmou que a "a tese de defesa de negativa de autoria [de Cupertino] foi rechaçada pelos jurados". "Imaginávamos que ele tomaria qualquer outro caminho, dada a robustez das provas constantes dos autos", destacou.

"O cuidado que tivemos foi primordial para que não houvesse nenhuma nulidade. A todo momento havia questões referentes a nulidade processual, não efetivamente à tese, porque sabíamos que havia provas robustas para a condenação", explicou o defensor ao G1. Em 2024, o primeiro julgamento foi anulado pela Justiça e remarcado para essa semana após Cupertino demitir seu advogado ainda no plenário.

Neste julgamento, além de Cupertino, também foram interrogados, na quinta-feira, 29, os réus Wanderley Antunes e Eduardo Machado. Eles são acusados de ajudar o empresário fugir e se esconder após o crime. Eles responderão em liberdade a acusação de favorecimento pessoal. Eles se disseram inocentes.

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O crime

Rafael Miguel, à época do 22 anos, e os pais foram mortos, no dia 9 de junho, na Estrada do Alvarenga, no bairro da Pedreira, Zona Sul de São Paulo. Cupertino executou a família com cerca de 13 tiros na frente da própria filha, Isabela Tibcherani, que, na ocasião, tinha 18 anos.

Conforme o Ministério Público de São Paulo (MP/ SP), Cupertino matou o artista e a família por não aceitar o namoro do rapaz com a filha. Câmeras de segurança gravaram o crime na frente da casa da jovem e a fuga do atirador. Quando foi interrogado no primeiro júri, o homem negou o crime.

"Impossível eu ter cometido esse crime. Não tinha motivo, nunca existiu crime premeditado", chegou a dizer no plenário. “Nunca na minha vida tive conhecimento do Rafael, João e Miriam. Como posso ter cometido o crime se nunca tive acesso a eles”, disse o homem, na época. Preso desde 2022, Cupertino está custodiado preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Rafael Miguel era conhecido na mídia por ter interpretado o personagem Paçoca na novela "Chiquititas", do SBT, e trabalhado em um famoso comercial de TV em que uma criança pede brócolis à mãe. Ele também atuou em novelas da Globo, como “Pé na Jaca”, “Cama de Gato” e o especial de fim de ano “O Natal do Menino Imperador”.

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