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Justiça determina apreensão de mansão da 'primeira-dama do PCC'

Marcola e Cynthia foram condenados em novembro de 2024 por lavagem de dinheiro

Redação
Por Redação
Marcola e Cynthia foram condenados em novembro de 2024 por lavagem de dinheiro
Marcola e Cynthia foram condenados em novembro de 2024 por lavagem de dinheiro - Foto: Reprodução | Redes Sociais

A Justiça de São Paulo determinou a apreensão da mansão e de valores pertencentes a Cynthia Giglioli Herbas Camacho, conhecida como a "Primeira primeira-dama do PCC" por ser esposa de Marcos Williams Herbas Camacho, o Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). Condenada por lavagem de dinheiro, Cynthia teve que entregar R$ 479,7 mil e uma residência avaliada em R$ 3 milhões, localizada em um condomínio de luxo em Carapicuíba, conforme decisão da 5ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

O valor confiscado, que estava em contas pessoais e empresariais de Cynthia, será revertido ao Fundo de Incentivo à Segurança Pública (Fisp), com destinação para a área de inteligência e o fortalecimento das estruturas das polícias Civil e Militar. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a empresa envolvida era utilizada como fachada para lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

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A apreensão dos bens foi viabilizada por um decreto que regulamentou a Lei de Lavagem de Dinheiro no estado, formulado pelo governador Tarcísio de Freitas e pelo secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite. A norma estabelece que bens confiscados do crime organizado, como a mansão de Marcola, serão leiloados, e os recursos obtidos direcionados ao Fisp.

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Para operacionalizar essas ações, foi criado o Núcleo de Recuperação de Ativos, coordenado por um delegado de polícia. A unidade é responsável por mapear bens custodiados e identificar aqueles que tiveram perdimento decretado pela Justiça, além de valores e imóveis sequestrados, como no caso da residência de Marcola em Carapicuíba.

Marcola e Cynthia foram condenados em novembro de 2024 por lavagem de dinheiro. Ele recebeu pena de 6 anos e 4 meses de prisão em regime fechado, enquanto ela foi sentenciada a 4 anos em regime aberto. Os sogros do líder do PCC, Marivaldo da Silva Sobrinho e Maria do Carmo Giglioli da Silva, também foram condenados a 3 anos de prisão por atuarem como "laranjas" na compra da mansão.

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