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Move Brasil: taxistas e motoristas de app têm aumento de crédito para R$ 200 mil

Profissionais também terão maior prazo para pagamento

Alice Paulilo
Por
Taxistas e motoristas de aplicativo têm teto de crédito aumentado para R$ 200 mil
Taxistas e motoristas de aplicativo têm teto de crédito aumentado para R$ 200 mil - Foto: Uendel Galter /Ag A Tarde

O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou, nesta quinta-feira, 27, os valores de financiamento do programa Move Brasil, permitindo que motoristas de aplicativos, taxistas e cooperativas de táxis financiem veículos de maior valor.

As mudanças foram aprovadas em reunião extraordinária do CMN e também aumentam o prazo máximo para pagamento dos financiamentos.

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A atualização das regras do programa amplia o valor máximo dos veículos que podem ser financiados, de R$ 150 mil para R$ 200 mil, além de aumentar o prazo para pagamento, que passa de 72 para até 84 meses.

As mudanças, anunciadas inicialmente pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, na semana passada, dependiam de regulamentação para entrar em vigor. A alteração também adequa as condições financeiras do programa à portaria dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e da Fazenda, que já havia ampliado o teto de preço dos veículos elegíveis.

O que mudou

As principais alterações aprovadas pelo CMN são:

• Valor máximo do veículo: de R$ 150 mil para R$ 200 mil;

• Prazo máximo de pagamento: de 72 para 84 meses;

• Público beneficiário: não muda;

• Carência: permanece em até seis meses para o pagamento do principal;

• Recursos disponíveis: permanecem os mesmos.

Com o novo prazo, o valor financiado poderá ser dividido em um período maior, o que pode reduzir o valor das parcelas mensais. Por outro lado, a extensão do financiamento também pode elevar o custo total da operação, dependendo das condições oferecidas.

Mais veículos passam a se enquadrar no programa

Com o novo teto de R$ 200 mil, cerca de 486 mil veículos adicionais passam a integrar o universo potencialmente elegível ao programa pelo critério de preço, segundo a Fazenda. Com isso, a cobertura estimada do mercado sobe de 63% para aproximadamente 88%, ampliando as opções de modelos e versões.

Antes da mudança, o limite de R$ 150 mil abrangia cerca de 63% dos veículos considerados no levantamento, feito com base nos emplacamentos de 2025. A elevação do teto, portanto, amplia significativamente a quantidade de automóveis que podem se enquadrar nas regras do programa.

Aumento também das prestações

A ampliação de 72 meses para 84 meses busca evitar que o aumento do preço máximo dos veículos provoque uma elevação excessiva das parcelas mensais.

Um financiamento de maior valor poderá ser distribuído por mais meses, reduzindo o valor de cada prestação, de acordo com a taxa de juros e as demais condições ofertadas pela instituição financeira.

Quem pode participar

Podem ser beneficiados taxistas, motoristas de aplicativos e cooperativas de taxistas.

Os veículos devem ser novos e destinados à atividade de transporte individual remunerado de passageiros.

Recursos e regras do programa permanecem

O limite de até R$ 30 bilhões em recursos para linhas de financiamento reembolsável destinadas aos profissionais do setor permanece o mesmo após a nova decisão do CMN. O montante foi estabelecido pela Medida Provisória (MP) 1.359/2026, publicada em maio.

As demais condições do programa também não sofreram alterações. Regras sobre encargos financeiros, período de carência e análise de crédito continuam mantidas.

Sobre a regulamentação

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão responsável por formular diretrizes das políticas monetária e de crédito do país.

Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o colegiado também é formado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

A nova resolução entra em vigor na data de sua publicação.

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