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Senado paga R$ 3 milhões em pensões para filhas de servidores públicos

Cerca de 132 mulheres recebem os benefícios

Agatha Victoria Reis
Por
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa - Foto: Carlos Moura| Agencia Senado

O Senado Federal desembolsa cerca de R$ 3 milhões por mês no pagamento de pensões a filhas solteiras de ex-servidores da Casa. Ao longo de um ano, o valor chega a aproximadamente R$ 36 milhões.

As informações foram divulgadas pelo jornalista Lúcio Vaz, na Gazeta do Povo, neste domingo, 1.

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De acordo com o levantamento, cerca de 132 mulheres recebem os benefícios. Delas, 16 possuem rendimentos brutos acima do teto remuneratório constitucional, atualmente em R$ 46, 3 mil. Diante desses casos, o Senado aplica o “abate-teto”, que limita o pagamento ao valor máximo permitido.

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O levantamento ainda apresenta casos de pensionistas que recebem os benefícios há décadas. Em alguns casos, os valores estimados chegam a milhões de reais, acumulados ao longo do período de pagamento.

Quanto as beneficiárias recebem de pensão?

As pensões podem chegar a R$ 46 mil. Entre os diversos casos, Marcia Mendes Viana recebe o benefício desde janeiro de 1988. Seus rendimentos brutos chegam a R$ 62,4 mil, mas o abate-teto reduz o valor efetivamente pago. Segundo o levantamento, ela acumula cerca de R$ 16 milhões em pensões ao longo dos anos.

Já no caso de Verônica Macedo Albuquerque, o benefício é pago desde 1978. De acordo com os dados, seus rendimentos brutos chegam a quase R$ 56 mil. Com a aplicação do abate-teto, o valor é limitado ao teto constitucional. Ao longo dos anos, a estimativa é de que ela tenha acumulado cerca de R$ 22 milhões.

Enquanto isso, Daiane Macedo possui rendimentos brutos de R$ 54,7 mil, também sujeitos à aplicação do abate-teto.

O benefício tem origem na Lei nº 3.373, de 1958, que previa a concessão de pensão às filhas solteiras, maiores de 21 anos, de servidores públicos federais. Já a Lei nº 8.112, de 1990, deixou de prever a concessão do benefício para novos casos.

O Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, reconheceu a manutenção das pensões concedidas com base na legislação antiga, desde que as beneficiárias continuem atendendo aos requisitos estabelecidos na época.

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