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Laudo revela o que pode ter causado morte de cineasta em São Paulo
Ricardo foi encontrado sem vida em um apartamento do Edifício Copan


A família de Ricardo Spencer, cineasta de 49 anos, divulgou as conclusões do laudo necroscópico realizado pelo Instituto Médico-Legal (IML) de São Paulo sobre a morte do profissional.
Ricardo foi encontrado sem vida em um apartamento do Edifício Copan, no Centro da capital paulista, em 20 de julho de 2026.
De acordo com o documento, o mecanismo fisiopatológico da morte é compatível com um evento súbito relacionado à epilepsia.
O laudo cita ainda a possibilidade de SUDEP (morte súbita inesperada em epilepsia), fenômeno que pode ocorrer de maneira repentina sem necessariamente deixar alterações específicas identificáveis na necropsia.
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Laudo não aponta sinais de violência
Ricardo tinha histórico de epilepsia, informação que foi repassada pelo irmão às autoridades no local. O exame não identificou lesões que indicassem agressão.
De acordo com o laudo, não foram encontradas fraturas no crânio, hematomas ou hemorragias. Também não foram registradas outras lesões no corpo.
Os policiais que atenderam à ocorrência não identificaram sinais de violência no corpo ou no apartamento.
Confira as imagens:
Exames não indicaram intoxicação
A análise toxicológica do sangue também não detectou álcool etílico, drogas de abuso rotineiramente pesquisadas ou praguicidas.
O exame identificou a presença de carbamazepina e de seu metabólito, medicamento anticonvulsivante utilizado no tratamento da epilepsia.
No entanto, segundo o laudo, a presença da substância é compatível com exposição ao medicamento e, sem uma análise quantitativa ou outros elementos que indiquem intoxicação, não é possível atribuir ao remédio um papel causal na morte.
As conclusões apresentadas pela família apontam, portanto, para um quadro compatível com morte súbita associada à epilepsia, sem evidências de agressão ou intoxicação identificadas nos exames realizados.






