ASSUSTADOR!
Novo filme de terror do Prime Video é perfeito para o domingo (16/08)
Longa de 2026 combina terror sobrenatural, luto e uma atmosfera perturbadora


Domingo chegou e nada melhor do que aproveitar o tempo livre para relaxar depois de uma semana cheia com um filme capaz de prender a atenção do começo ao fim.
O Prime Video acaba de receber uma produção de terror que aposta em uma antiga lenda, um hotel isolado e uma presença sobrenatural para construir uma história inquietante. Hokum: O Pesadelo da Bruxa já está em alta na plataforma e aparece como uma das grandes apostas do streaming para este fim de semana.
Lançado em 2026, o longa é dirigido por Damian McCarthy, cineasta conhecido por trabalhos como Oddity e Caveat, e traz Adam Scott, de Ruptura, como protagonista. A produção também chega ao streaming com uma recepção positiva: registra 90% de aprovação da crítica e 82% do público no Rotten Tomatoes.
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A história acompanha um escritor solitário que viaja até uma região rural da Irlanda para cumprir o último desejo dos pais, mas acaba diante de um pesadelo muito maior do que o luto que carregava.
Um hotel guarda um segredo sombrio
Ohm Bauman é um escritor americano que decide se hospedar em um antigo hotel irlandês onde seus pais passaram a lua de mel quatro décadas antes. Depois da morte dos dois, ele leva as cinzas até o local na tentativa de se despedir deles.
O hotel, porém, está longe de ser apenas um cenário para a despedida. Uma das áreas da construção permanece isolada de hóspedes e funcionários: a antiga Suíte da Lua de Mel. O proprietário acredita que o quarto é assombrado por uma bruxa maligna e evita que qualquer pessoa se aproxime do local.
A situação muda quando um funcionário que ajudou Bauman desaparece. Diante do acontecimento, o escritor acaba obrigado a investigar o espaço proibido e descobre que a ameaça escondida ali é muito mais perturbadora do que uma simples história de fantasmas.
O terror vai além da bruxa
A premissa pode parecer familiar para quem já acompanhou histórias de hotéis assombrados, mas a direção de McCarthy busca justamente subverter algumas expectativas do gênero.
O cineasta utiliza elementos clássicos do terror gótico, como uma construção antiga, uma lenda sobrenatural, objetos estranhos, fantasmas e uma bruxa, mas evita transformar a criatura no único centro da história.
O verdadeiro foco está em Ohm e nos traumas que ele carrega. O sobrenatural funciona como uma maneira de fazer o protagonista confrontar aspectos do próprio passado enquanto tenta compreender o que está acontecendo naquele lugar.
A atmosfera também ganha importância. O medo é construído por meio de espaços fechados, detalhes do cenário, iluminação e sons, criando uma sensação constante de que alguma coisa pode surgir a qualquer momento.
Um protagonista cercado pelo luto
Adam Scott interpreta um personagem que está longe de ser imediatamente simpático. Ohm é introvertido, ácido e difícil de lidar, mas sua personalidade ganha novas camadas conforme a história avança.
O luto pela morte dos pais e os traumas que ele tenta manter escondidos passam a se misturar com os acontecimentos sobrenaturais do hotel.
A transformação do protagonista é uma das principais apostas do filme. Em vez de simplesmente apresentar um homem tentando escapar de uma criatura, a trama o coloca diante de seus próprios medos enquanto o ambiente ao redor se torna cada vez mais ameaçador.
Scott combina a postura seca do personagem com momentos de medo mais intenso, principalmente quando a situação deixa de parecer apenas uma lenda local e passa a representar uma ameaça concreta.
Quando o susto não é o mais importante
Um dos diferenciais da produção está na maneira como os sustos são utilizados. McCarthy não transforma os jumpscares em sua única ferramenta para provocar medo. O suspense surge principalmente da espera, da exploração dos espaços e da sensação de que existe algo escondido fora do campo de visão.
Um elevador de serviço, uma suíte trancada, jogos de luz e objetos aparentemente comuns passam a funcionar como elementos de tensão. O diretor também trabalha com a incerteza. Em diversos momentos, a expectativa criada pelo público aponta para um determinado acontecimento, mas a narrativa toma outro caminho.
Esse controle ajuda a criar uma atmosfera mais desconfortável, na qual até situações aparentemente banais podem adquirir um significado ameaçador.
Um terror que aposta na atmosfera
A influência de trabalhos anteriores de McCarthy é perceptível. Assim como em Oddity e Caveat, o cineasta utiliza ambientes limitados e objetos para transformar o espaço em parte fundamental da experiência de terror.
Em Hokum, o hotel assume quase o papel de um personagem. Seus corredores, quartos, elevadores e áreas interditadas são explorados de maneira a aumentar a sensação de isolamento.
A ambientação também permite que o filme transite entre o terror sobrenatural e uma abordagem mais psicológica. O medo não vem apenas da existência de uma bruxa, mas da possibilidade de que os traumas de Ohm estejam sendo usados contra ele.
A história ainda trabalha com temas como perda de controle, vingança e sofrimento, fazendo com que a ameaça sobrenatural tenha relação direta com os conflitos emocionais do protagonista.
Um filme para quem gosta de sair com medo
A produção pode causar estranhamento no início justamente por dedicar tempo à construção do personagem e do hotel. O primeiro ato estabelece o luto de Ohm e cria gradualmente a atmosfera de ameaça.
A partir da segunda metade, entretanto, o ritmo se intensifica e o terror ganha força. Entre mensagens de voz perturbadoras, aparições inesperadas e criaturas sobrenaturais, o filme amplia progressivamente o pesadelo.
Algumas imagens foram construídas para permanecer na memória depois dos créditos, enquanto a contenção utilizada por McCarthy faz com que o que não aparece também seja capaz de provocar medo.
O resultado é uma produção que mistura horror gótico, drama e suspense sem depender exclusivamente de sustos repentinos.
Vale a pena?
Sim, principalmente para os fãs de suspense e terror que gostam de filmes capazes de deixar aquela sensação de desconforto mesmo depois que a sessão termina.
Recém-chegado ao Prime Video, Hokum: O Pesadelo da Bruxa é uma das grandes apostas de terror da plataforma para o fim de semana. A combinação de hotel isolado, luto, mistério e terror sobrenatural cria uma experiência ideal para quem quer aproveitar a folga depois de um dia cansativo com uma produção envolvente.
A recepção positiva no Rotten Tomatoes, com 90% de aprovação da crítica e 82% do público, reforça o interesse pelo longa. Para quem procura um terror diferente do convencional e não se incomoda em terminar a sessão pensando duas vezes antes de apagar as luzes, a produção pode ser uma boa escolha para o domingo.


