SUCESSO ABSOLUTO!
Série da Netflix desafia regra e alcança 12 milhões de views no TOP 1
Nova temporada mantém força da produção e ultrapassa 80 milhões de visualizações


Mesmo chegando à quarta temporada, Monstro: A História de Lizzie Borden conseguiu manter praticamente intacta a audiência da antologia criminal da Netflix.
A produção estreou com 12,1 milhões de visualizações entre 14 e 20 de setembro e liderou o ranking de séries mais assistidas da plataforma no período, acumulando 80,1 milhões de horas assistidas. O resultado chama atenção porque produções de longa duração costumam perder parte do público a cada novo capítulo.
No caso de Monstro, porém, a diferença em relação à temporada anterior foi mínima: Monstro: A História de Ed Gein, lançada em 2025, registrou 12,2 milhões de visualizações em sua estreia, apenas 100 mil a mais que o novo ano.
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12 milhões de views mostram força da série
A quarta temporada conseguiu chegar ao topo do ranking mesmo depois de a franquia já ter apresentado diferentes histórias de crimes reais. Desde 2022, a antologia criada por Ryan Murphy e Ian Brennan passou por casos envolvendo Jeffrey Dahmer, os irmãos Lyle e Erik Menendez e Ed Gein.
A estabilidade da audiência contrasta com o comportamento observado em outras produções do streaming. Doces Magnólias, por exemplo, registrou uma queda de 30% na audiência de estreia de sua quinta temporada em comparação com a terceira.
No caso de Monstro, a proximidade entre os números das temporadas demonstra que a produção continua atraindo uma parcela significativa do público mesmo depois de quatro histórias diferentes.
A nova história acompanha um crime que nunca foi solucionado
Desta vez, a franquia volta ao fim do século XIX para contar a história de Lizzie Borden, interpretada por Ella Beatty. Em 1892, a jovem foi acusada de matar o pai, Andrew Borden, e a madrasta, Abby Borden, com golpes de machado dentro da própria residência, em Fall River, Massachusetts.
Lizzie chegou a ser julgada pelas mortes, mas foi absolvida por falta de provas. Mesmo sem uma condenação, o caso permaneceu entre os crimes mais conhecidos da história dos Estados Unidos e continua cercado de diferentes interpretações.
A série parte justamente das circunstâncias que antecederam os assassinatos para apresentar versões e contradições envolvendo a protagonista, explorando a dúvida sobre o que realmente aconteceu naquela casa.

Lizzie Borden ganha uma nova perspectiva
A temporada também acompanha a vida de Lizzie antes e depois do julgamento. A personagem é apresentada como professora de escola dominical e vive em um ambiente familiar repressivo, enquanto a narrativa explora sua relação com os pais e as circunstâncias que cercavam a família antes dos assassinatos.
Depois de ser absolvida, Lizzie passa a enfrentar a rejeição da comunidade e o peso de permanecer associada às mortes. Outro elemento importante da trama é sua relação com Bridget Sullivan, empregada da família Borden interpretada por Vicky Krieps.
Como Bridget estava na residência no período dos assassinatos, sua presença ganha importância na reconstrução do caso. A produção também explora a possibilidade de uma relação entre as duas antes dos crimes.
Elenco reúne nomes conhecidos
Além de Ella Beatty e Vicky Krieps, a quarta temporada conta com Charlie Hunnam como Andrew Borden e Rebecca Hall como Abby Borden.
Billie Lourd interpreta Emma Borden, irmã mais velha de Lizzie, enquanto Jessica Barden aparece como Nance O'Neil, atriz de teatro e amiga da protagonista. Joey Pollari vive John Vinnicum Morse, tio de Lizzie.
A temporada ainda conta com Sarah Paulson como Aileen Wuornos, serial killer condenada por seis assassinatos cometidos entre 1989 e 1990. A presença da personagem estabelece uma conexão temática entre duas figuras femininas ligadas a conhecidos casos criminais norte-americanos.

O retorno de uma antologia que aposta em crimes reais
A quarta temporada mantém a proposta apresentada desde a estreia da franquia, em 2022, quando Evan Peters interpretou Jeffrey Dahmer.
Na segunda temporada, a produção abordou os irmãos Lyle e Erik Menendez, condenados pelos assassinatos dos pais, José e Kitty Menendez. Já o terceiro ano, lançado em 2025, teve Ed Gein como personagem central e revisitou a trajetória do criminoso cuja história influenciou personagens conhecidos do cinema de terror.
Agora, a produção volta a um caso histórico que permanece sem uma resposta definitiva e utiliza a dramatização para explorar as diferentes interpretações sobre Lizzie Borden e os acontecimentos que cercaram as mortes.
Oito episódios para uma maratona durante a semana
A quarta temporada tem oito episódios, com duração média de 50 minutos cada. Com isso, a produção reúne cerca de seis horas e meia de conteúdo, tornando possível concluir a história em poucos dias.
O formato também permite encaixar a série na rotina: quem tem pouco tempo livre pode assistir a um episódio por dia durante a semana e avançar pela temporada sem precisar reservar longas horas para uma única maratona.
O futuro da antologia ainda não foi oficializado pela Netflix. Segundo informações apresentadas sobre a produção, nomes como Dennis Rader, conhecido como BTK, Gary Ridgway, Luigi Mangione e Ted Bundy já foram discutidos como possibilidades para uma eventual quinta temporada.
Vale a pena?
Sim, especialmente para quem gosta de tramas de suspense e histórias criminais. A temporada combina um caso real cercado de dúvidas com uma narrativa dramatizada que explora diferentes versões dos acontecimentos.
Além do mistério envolvendo os assassinatos de Andrew e Abby Borden, a produção acompanha as consequências do julgamento e a vida de Lizzie depois da absolvição. Para quem prefere séries curtas, os oito episódios também facilitam uma maratona rápida ou o consumo gradual ao longo da semana.
Embora tenha alcançado 12,1 milhões de visualizações e 80,1 milhões de horas assistidas em sua primeira semana, a temporada não teve a mesma recepção entre os críticos. No Rotten Tomatoes, aparece com 40% de aprovação da crítica e 37% do público.


