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Série policial da Netflix com 9 episódios ideal para sua terça (01/09)

Suspense mistura investigação, trauma e mistério em uma temporada curta e envolvente

Beatriz Santos
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Essa série policial da Netflix é a melhor pedida para sua terça-feira
Essa série policial da Netflix é a melhor pedida para sua terça-feira - Foto: Divulgação

Nada como começar um novo mês com uma boa série para acompanhar. Nesta terça-feira, em meio à retomada da rotina e aos compromissos do dia a dia, uma produção policial da Netflix pode ser uma alternativa para aproveitar algumas horas de descanso no sofá.

Dept. Q acompanha um detetive brilhante e pouco querido pelos colegas em uma investigação marcada por casos esquecidos, traumas e mistérios.

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Lançada em 2025, a série fez sucesso quando chegou ao catálogo, mas acabou sendo ofuscada por novas produções que vieram depois. Com nove episódios, que variam entre 47 minutos e 1h11, a temporada pode ser encaixada no tempo livre durante a semana, sem exigir uma maratona extensa.

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A produção também pode agradar quem gosta de histórias policiais que vão além da investigação central. Enquanto tenta solucionar crimes arquivados, o protagonista precisa lidar com as consequências de um episódio violento que mudou sua vida e com uma equipe formada por personagens que carregam seus próprios conflitos.

Um detetive marcado por uma tragédia

Carl Morck, interpretado por Matthew Goode, é um investigador talentoso, mas conhecido pelo comportamento difícil. Sua relação complicada com superiores e colegas piora depois de uma perseguição e um tiroteio que terminam com a morte de um jovem policial e deixam seu melhor amigo paraplégico.

Após o episódio, Carl se afasta temporariamente do trabalho para lidar com as consequências do trauma. Quando retorna, recebe uma função que inicialmente parece mais uma forma de isolamento do que uma promoção.

Ele é colocado à frente do Departamento Q, uma unidade criada para investigar casos arquivados e crimes que nunca foram solucionados.

Casos esquecidos voltam à investigação

O departamento funciona também como uma estratégia para desviar a atenção pública dos problemas enfrentados pela Polícia de Edimburgo. Com poucos recursos, a corporação utiliza a nova unidade como uma espécie de vitrine, enquanto Carl é colocado literalmente no subsolo da delegacia.

A estratégia, porém, não funciona como esperado. Determinado e obstinado, o detetive começa a reabrir casos que envolvem feridas antigas e podem trazer problemas para a própria polícia.

Entre as investigações está o desaparecimento da promotora Merritt Lingard, caso que se torna o principal mistério da temporada.

A equipe dá outra dimensão ao suspense

Carl não conduz as investigações sozinho. A equipe também reúne personagens com métodos e experiências diferentes, criando uma dinâmica que foge da tradicional dupla de detetives.

Um dos principais nomes é Akram, interpretado por Alexej Manvelov. Refugiado sírio, ele funciona como contraponto ao protagonista e estabelece com Carl uma parceria baseada justamente nas diferenças entre os dois.

Também fazem parte do elenco Kelly Macdonald, Leah Byrne e James Macnaughton. Os personagens lidam com segredos pessoais e traumas enquanto participam das investigações conduzidas pelo Departamento Q.

A combinação entre os diferentes perfis ajuda a ampliar os mistérios para além dos crimes investigados e dá mais espaço para o desenvolvimento dos personagens.

Edimburgo vira parte da história

A cidade também tem papel importante na construção da atmosfera da série. A arquitetura de Edimburgo é integrada à narrativa e acompanha o estado psicológico de Carl ao longo dos episódios.

A fotografia utiliza tons esverdeados e acinzentados, criando uma aparência melancólica e sombria. O resultado reforça a sensação de isolamento do protagonista e combina com os casos investigados pela unidade.

Essa construção visual acompanha uma narrativa que alterna diferentes métodos de investigação e desenvolve paralelamente os conflitos pessoais dos integrantes da equipe.

Adaptação leva livros para o Reino Unido

Dept. Q é baseada na franquia literária do escritor dinamarquês Jussi Adler-Olsen. Os livros se passam em Copenhague, mas a adaptação televisiva transporta a história para Edimburgo.

A série foi desenvolvida por Scott Frank, conhecido por O Gambito da Rainha, e Chandni Lakhani. A mudança de cenário também permitiu criar uma identidade própria para a versão britânica.

A obra de Adler-Olsen já havia sido adaptada para o cinema na Dinamarca. A franquia cinematográfica começou em 2013 e chegou a seis filmes até 2024.

Nove episódios para começar o mês

A primeira temporada reúne nove episódios com duração entre 47 minutos e 1h11. O formato permite acompanhar a investigação aos poucos durante a semana ou reservar algumas horas para avançar na história.

Além do caso principal, a série desenvolve os dramas pessoais dos investigadores e utiliza diferentes linhas narrativas para construir o suspense. A recepção também foi positiva: Dept. Q registra 88% de aprovação da crítica e 90% do público no Rotten Tomatoes.

Segunda temporada já foi confirmada

Quem terminar a primeira temporada ainda terá uma continuação pela frente. Dept. Q foi renovada para uma segunda temporada, embora ainda não exista uma data de estreia anunciada.

A confirmação abre espaço para que Carl e sua equipe retornem em novos casos, depois dos acontecimentos apresentados na primeira temporada.

Vale a pena?

Sim, especialmente para quem gosta de tramas cheias de suspense e mistério. A série combina investigação policial, casos arquivados e conflitos pessoais em uma história que também dedica atenção ao trauma vivido pelo protagonista.

Mesmo tendo sido lançada em 2025 e posteriormente ofuscada por outras produções do catálogo, Dept. Q pode ser uma boa escolha para começar o mês com uma série policial envolvente.

Os nove episódios permitem acompanhar o mistério no ritmo da semana e conhecer uma produção que já tem uma segunda temporada confirmada.

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