Auto Brasil: um olhar sobre a segurança de carros autônomos

Publicado sábado, 29 de fevereiro de 2020 às 10:32 h | Atualizado em 29/02/2020, 10:49 | Autor: Núbia Cristina

As montadoras que investem em veículos autônomos terão de se preocupar com a segurança na comunicação e na programação de seus veículos. As soluções serão em software, para evitar ataques via comunicação; em hardware, a fim de evitar ataques físicos que possam identificar chaves de acesso; e também em dispositivos mecânicos de segurança de acesso ao equipamento do veículo. O alerta é da engenheira Fernanda Gusmão de Lima Kastensmidt, especialista do Instituto de Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE).

As parcerias entre montadoras, empresas de TI, pesquisadores e profissionais dessa área está só começando. No futuro, só o trabalho coordenado dessas equipes será capaz de criar produtos seguros, sustentáveis e capazes de atender às necessidades do consumidor.

Toda a regulamentação que diz respeito a essa área ainda é nova e tem muito a ser feito. Países como a Alemanha e Estados Unidos já têm caminhões autônomos para o transporte de mercadoria. Que normalmente trafegam em pistas exclusivas. As regulamentações ainda estão sendo criadas e discutidas nesses países, onde os comitês são compostos por políticos, empresários da indústria e profissionais especializados em TI.

Um veiculo autônomo, se atacado e controlado remotamente, pode ser um grande risco, por exemplo, para roubo de mercadorias, sequestro ou uma arma em potencial, podendo causar acidentes. A questão é complexa e a regulamentação é fundamental, para em caso de acidentes, identificar as razões e quem irá responder legalmente pelo fato.

Fernanda Gusmão acredita que o Brasil está próximo a utilizar veículos autônomos para transporte de mercadoria. Serão drones entregando encomendas, e caminhões e carros autônomos transportando mercadores. Será preciso regulamentar essas atividades e pensar muito bem na segurança. Esses carros irão trafegar sem motoristas, mas pessoas ao redor estarão interagindo com os veículos.

Hoje, os carros têm muitos componentes eletrônicos e programação feita de fábrica. No entanto, o avanço dos veículos autônomos vai exigir alto investimento em algoritmos para garantir a segurança.

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