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MATA-MATA DA COPA

Ancelotti define opções sem Paquetá para o Brasil desafiar Haaland e Ødegaard

Vencedor do confronto debaixo de forte calor pega Inglaterra ou México nas quartas

Tostão
Por Tostão
| Atualizada em
Carlo Ancelotti em treinamento da Seleção Brasileira
Carlo Ancelotti em treinamento da Seleção Brasileira - Foto: MAURO PIMENTEL/AFP

O futebol é um sopro e, em instantes, tudo muda na Copa do Mundo. De olho no decisivo confronto diante da Noruega, o técnico Carlo Ancelotti estuda o tabuleiro tático para definir o substituto de Lucas Paquetá no meio-campo da Seleção Brasileira.

Uma das grandes qualidades do comandante italiano é justamente não seguir chavões ou fórmulas pré-estabelecidas, sabendo o momento exato de arriscar.

Nos bastidores, Ancelotti trabalha com três cenários principais para desenhar a equipe:

  • Cenário 1 (Manutenção do Tripé): Sustentar a estrutura de meio-campo com a entrada de Danilo Santos ou Éderson, atuando lado a lado com Casemiro e Bruno Guimarães.
  • Cenário 2 (Aposta em Endrick): Repetir o teste do segundo tempo contra o Japão, escalando o jovem Endrick como centroavante e recuando Matheus Cunha para armar e marcar pelo lado esquerdo.
  • Cenário 3 (Cartada com Martinelli): Utilizar Gabriel Martinelli centralizado (como fez diante dos japoneses) ou aberto como um ponta esquerda que ataca e defende, liberando o corredor.

Raio-X da Noruega: muito além dos grandalhões

No imaginário do torcedor brasileiro, a Noruega ainda é vista como aquele time de jogadores grandalhões, de "cintura dura", sem habilidade e que dependem exclusivamente da bola aérea. Mas a realidade atual é outra. A geração comandada por Erling Haaland possui excelentes valores do meio para a frente.

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Os noruegueses jogam espelhados em um 4-2-3-1, tendo o craque Martin Ødegaard livre como um legítimo meia de ligação. Pela direita, o grandalhão Alexander Sørloth vem atuando improvisado, encontrando imensas dificuldades para atacar e defender — um mapa da mina que pode facilitar as investidas de Vinicius Jr. por aquele setor.

Não será surpresa se o técnico norueguês sacar Sørloth para colocar o jovem Oscar Bobb, rápido e driblador, para tentar brecar Vini Jr. ajudando na marcação.

O duelo deve ser disputado debaixo de forte calor, o que teoricamente prejudica os europeus. A polêmica da vez nos bastidores da FIFA fica por conta da obrigatoriedade da parada para hidratação. Muitos questionam a necessidade da pausa em estádios modernos que possuem climatização ou tetos retráteis de proteção.

A entidade máxima do futebol alega proteção à saúde, mas a crítica paira sobre o espaço comercial aberto para faturamento, inflacionado pelo bombardeio das casas de apostas (bets) que patrocinam as transmissões.

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Cruzamentos: o que vem pela frente no mata-mata

Se o Brasil confirmar o favoritismo e passar pela Noruega, cruzará nas quartas de final com o vencedor de Inglaterra ou México. Os ingleses ostentam um elenco tecnicamente superior, mas o México, jogando praticamente em casa na América do Norte, se agiganta. Caso Brasil e México avancem, o confronto de quartas será em solo americano.

Enquanto o Brasil não entra em campo, a Copa segue colecionando episódios inesquecíveis. Em um duelo onde o desespero e o êxtase caminharam juntos, a Argentina eliminou Cabo Verde na prorrogação por 3 a 2 e agora pega o Egito (que despachou a Austrália).

Lionel Messi voltou a ser o diferencial do torneio com um gol magistral e duas assistências precisas em cobranças de escanteio. Azar dos secadores que, encantados com a simpatia do goleiro Vozinha e a bravura do time de Cabo Verde, torceram contra os atuais campeões mundiais até o minuto 111.

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Carlo Ancelloti copa do mundo seleção brasileira tostão

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