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ANÁLISE E HISTÓRIAS

Fácil vitória contra o Haiti

Tostão analisa vitória do Brasil contra o Haiti, além de avaliar outros resultados da Copa do Mundo

Tostão
Por Tostão
Vinicius Júnior, Matheus Cunha e Lucas Paquetá comemoram gol do Brasil contra o Haiti
Vinicius Júnior, Matheus Cunha e Lucas Paquetá comemoram gol do Brasil contra o Haiti - Foto: Mauro Pimentel | AFP

A seleção iniciou o jogo contra o Haiti com uma nova formação tática, com um trio no meio-campo (Casemiro pelo centro, Bruno Guimarães pela direita e Paqueta pela esquerda), dois atacantes (Raphinha e Vini), além de Matheus Cunha centralizado, entre o meio-campo e os dois atacantes.

Vini pela esquerda e Raphinha pela direita entravam em diagonal e recebiam a bola entre o zagueiro e o lateral ou nas costas dos defensores bastantes adiantados. Assim saíram os três gols e a seleção poderia ter feito outros, facilitada pela fragilidade do adversário. Vini mais uma vez, foi brilhante.

No segundo tempo, com a vitória garantida, a equipe relaxou e mesmo assim criou mais umas três chances claras de gols. Entraram vários jogadores e com isso mudou a maneira de jogar do time brasileiro.

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A formação tática foi a ideal para este jogo. Provavelmente, Ancelotti viu as partidas do Haiti e organizou a equipe de acordo com o momento. Em outras situações, ele deverá mudar a escalação e a estratégia. Esta flexibilidade é um dos pontos positivos da carreira do técnico. Ele já disse que a seleção não tem uma única identidade.

Baseado nisto, contra os mais fortes adversários, penso que a melhor estrutura tática seria recuar um pouco a marcação para contra-atacar e aproveitar a velocidade dos atacantes brasileiros e os espaços aumentados na defesa do outro time.

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O craque minimalista

Após a primeira rodada, a Argentina foi o time mais regular durante toda a partida, repetindo a estrutura tática e quase a mesma escalação do time campeão em 2022. Messi atua livre, sem precisar marcar, entre o trio de meio-campistas e o centroavante. Ele continua preciso, conciso, minimalista. Bastam poucos movimentos para clarear e definir as jogadas com belas e eficientes finalizações.

A Inglaterra, como a Argentina, foi um time organizado e eficiente. Não tem um Messi, mas possui um craque plural, Kane, ótimo no ataque, no meio campo e até na marcação. Thomas Tuchel é um treinador que define a estratégia para depois escolher os jogadores. Prefiro o contrário, organizar a formação tática de acordo com a qualidade e características dos jogadores.

A França contra Senegal, jogou muito mal o primeiro tempo e brilhantemente o segundo, com belíssimos lances dos atacantes. Mbappé une muita velocidade, habilidade e técnica, um craque explosivo.

Espanha e Portugal decepcionaram pelo mesmo motivo. Faltou qualidade individual e coletiva aos dois ataques para ultrapassar as retrancas dos adversários.

Muitas coisas vão mudar durante a Copa. O futebol é muito complexo, nós é que tentamos simplificá-lo com nossas racionalizações e pretensiosas sabedorias.

Brasil 70

Nas minhas caminhadas diárias, para fortalecer o corpo e a alma, um leitor perguntou se é verdade que, durante a Copa de 1970, eu lia Machado de Assis e me preparava para o vestibular, como mostrou o filme da Netflix, “A saga do tri”. Eu lia Machado de Assis, o Shakespeare brasileiro, mas não é verdade que estudava para o vestibular, pois queria jogar futebol por muito tempo.

Alguns anos depois tive que parar de jogar por orientação médica, fiz vestibular e me tornei médico e professor de medicina. Após uns 20 anos, voltei ao futebol, como comentarista e colunista, onde estou nos últimos 20 anos. Tive várias vidas. Gosto de todas. A vida pulsa.

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copa do mundo Futebol seleção brasileira

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