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San Salvador: o pequeno país da América Central que tem o nome parecido com a capital baiana

Confira a coluna Issa a Bordo

Erick Issa
Por Erick Issa
San Salvador
San Salvador - Foto: Divulgação

A minha viagem pela América Central, que começou pela Guatemala, como vocês acompanhar no texto publicado aqui no blog issabordo, seguiu para El Salvador. Chegou a vez de saber tudo que envolve esse pequeno país que tem em sua capital, San Salvador, a porta de entrada. Inclusive, o fato do país e da capital terem nomes parecidos com a nossa cidade, Salvador, sempre me fez ter curiosidade de conhecer esse lugar.

Vale lembrar que viajar pela América Central requer planejamento e paciência, afinal os voos entre países são poucos e os preços caros. Salvo raras exceções, como voos entre Panamá e Guatemala, Nicaragua e Costa Rica, Costa Rica e Panamá, é praticamente inviável viajar de avião entre os outros países, como Honduras e El Salvador. A opção mais barata, em alguns casos confortáveis, em outros nem tanto é o ônibus.

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Da Cidade da Guatemala para San Salvador, por exemplo, é supertranquilo. São cerca de 4h30 de viagem. Este trecho fiz como a operadora Pullmantur. Comprei as passagens online, antes de Sair do Brasil, e confesso que gostei do serviço. Até mesmo lanche é servido, além do ônibus ser confortável, diferente de uma outra operadora que peguei em outro trecho da viagem e que falarei mais à frente quando for trazer as dicas da Nicaragua.

Vamos às dicas!

San Salvador, capital de El Salvador, é uma cidade a ser considerada a quem deseja explorar a América Central para além dos destinos mais conhecidos. Cercada por montanhas e vulcões, a capital combina história colonial, arquitetura contemporânea, mercados populares, gastronomia típica e uma vida cultural que revela as diferentes faces do menor país da América Central continental.

Embora muitos viajantes usem a cidade apenas como porta de entrada para praias e destinos naturais salvadorenhos, vale reservar alguns dias para conhecer seus bairros, experimentar a culinária local e descobrir como a capital vem transformando sua relação com os espaços públicos e o turismo. Eu conheci apenas a capital. Não me dediquei a praias, pois o período que viajei, junho deste ano, é marcado por chuvas e tempo incerto.

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Centro Histórico

O coração histórico da capital é o melhor lugar para começar a visita. Nos últimos anos, a região passou por um processo de revitalização que recuperou praças, valorizou edifícios históricos e ampliou a oferta de espaços culturais e gastronômicos. Reserve pelo menos uma manhã para caminhar pela região e conhecer três atrações fundamentais:

• Palácio Nacional de El Salvador: edifício monumental que guarda parte da história política do país, com salões ornamentados e arquitetura imponente.

• Catedral Metropolitana de San Salvador: um dos principais símbolos religiosos da capital. No local também está a cripta de São Óscar Romero, arcebispo assassinado em 1980 e referência internacional na defesa dos direitos humanos.

• Igreja El Rosario: uma construção surpreendente, com arquitetura moderna e vitrais coloridos que criam luz em seu interior.

As praças Libertad, Gerardo Barrios e Morazán também merecem uma parada. Aproveite para observar o movimento local, conhecer os pequenos comércios e fazer uma pausa em um café.

Biblioteca Nacional e vida cultural

A Biblioteca Nacional de El Salvador (BINAES) é um dos edifícios contemporâneos que mais chamam a atenção no centro. Sua arquitetura contrasta com as construções históricas ao redor e simboliza a renovação dos espaços públicos da capital.

Para quem gosta de museus, vale incluir no roteiro o Museu de Arte de El Salvador (MARTE), dedicado às artes visuais, e o Museu Nacional de Antropologia Dr. David J. Guzmán (MUNA), que ajuda a compreender as culturas, a arqueologia e a formação histórica salvadorenha. Os dois ficam na região de San Benito, fora do núcleo histórico central.

San Miguelito Market

O Mercado San Miguelito é um dos mais tradicionais de San Salvador. Após ser reconstruído, o espaço ganhou instalações modernas, mas preserva a diversidade de um mercado típico, com bancas de flores, frutas, verduras, roupas, artesanato e produtos locais. A visita também é uma oportunidade para experimentar a gastronomia do país. O mercado oferece uma experiência autêntica, ideal para quem gosta de explorar os sabores, as cores e os hábitos locais para além dos roteiros mais convencionais.

Vulcão de San Salvador

Poucas capitais oferecem a possibilidade de sair do ambiente urbano e chegar tão rapidamente à borda de uma cratera vulcânica. O Parque Nacional El Boquerón, que para minha tristeza estava fechado para manutenção durante a minha visita, fica no alto do vulcão de San Salvador e é um dos passeios imperdíveis para quem visita a cidade.

A principal atração é a cratera El Boquerón, com mirantes que permitem observar suas dimensões e o cone menor conhecido como Boqueroncito. O parque conta com trilhas sinalizadas, e a caminhada até os mirantes leva aproximadamente 20 a 25 minutos.

A dica é sair pela manhã, quando as condições de visibilidade podem favorecer as paisagens. Leve água, calçados confortáveis e uma peça de roupa leve para o frio. A temperatura na região mais elevada costuma ser inferior à da capital.

Depois do passeio, aproveite os restaurantes e cafés ao longo da estrada para experimentar um café salvadorenho com vista para as montanhas.

Gastronomia salvadorenha

Conhecer San Salvador também significa descobrir os sabores do país. E há um prato que não pode faltar no roteiro: a pupusa, uma espécie de disco de massa de milho ou arroz recheado, tradicionalmente preparado com queijo, feijão e carne de porco, entre outras combinações.

Servidas com curtido, uma salada fermentada de repolho, cenoura e outros vegetais, e molho de tomate, as pupusas são encontradas em estabelecimentos simples, mercados e restaurantes. São uma excelente oportunidade para comer bem sem gastar muito.

Também vale provar: yuca frita ou cozida, servida frequentemente com acompanhamentos e molhos; tamales, preparados com massa de milho e diferentes recheios, envoltos em folhas; atol de elote, bebida cremosa à base de milho, tradicional em diferentes regiões da América Central; e o café salvadorenho.

Bairros modernos

San Salvador não se resume ao centro histórico. Bairros como San Benito e Escalón apresentam outra face da capital, com hotéis, restaurantes, galerias, cafés e opções de entretenimento.

A região de San Benito é uma boa escolha para quem procura restaurantes variados e deseja combinar gastronomia com visitas culturais. Já Escalón oferece uma ampla estrutura urbana e alternativas de hospedagem, incluindo hotéis de diferentes categorias.

Quanto tempo ficar?

Um dia inteiro permite conhecer o essencial do centro histórico. Com dois ou três dias, você pode acrescentar museus, o vulcão e os bairros modernos sem fazer tudo às pressas.

Qual é a melhor época?

Em geral, a estação seca vai de novembro a abril, enquanto a estação chuvosa se concentra entre maio e outubro. Para passeios ao ar livre e vistas do vulcão, acompanhe a previsão do tempo.

Qual é a moeda?

O dólar americano é a moeda de uso corrente em El Salvador. Planeje o orçamento considerando hospedagem, alimentação, transporte e eventuais passeios guiados.

Como se locomover?

O trânsito pode ser intenso, e as atrações ficam distribuídas por diferentes áreas. Eu utilizei apenas aplicativos de transporte, táxis confiáveis ou passeios organizados, o que pode facilitar os deslocamentos. Não me arrisquei em pegar ônibus, pois, além de pequenos, estavam sempre lotados.

Quais cuidados de segurança tomar?

Informe-se sobre as condições locais antes de viajar, evite exibir objetos de valor, fique atento aos pertences e prefira circular por áreas movimentadas. À noite, organize o transporte e confirme quais regiões são recomendadas para visitantes.

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