2022 é ano de olhar duplo, um nas urnas e outro em Bolsonaro

Bolsonaro chegou a dizer que em 2018, mesmo vencendo, foi roubado

Publicado sexta-feira, 15 de julho de 2022 às 05:00 h | Atualizado em 14/07/2022, 22:57 | Autor: Levi Vasconcelos
Bolsonaro, com um pé nas ruas e outro nos quartéis
Bolsonaro, com um pé nas ruas e outro nos quartéis -

O general Paulo Sérgio Nogueira, ministro da Defesa, foi ontem à Comissão de Transparência do Senado e disse que as Forças Armadas jamais serão revisoras das eleições, mas pediu ao TSE que acate as sugestões feitas pelos militares.

O que ele quer: a revisão de 225 mil urnas tipo UE2020 das 577 mil que serão utilizadas nas eleições. Depois fez a ressalva de que as Forças Armadas, no caso, não são protagonistas, e sim coadjuvantes. E  que lá estavam ‘a convite’.

Ora, desde que o Brasil voltou à democracia, as Forças Armadas sempre estiveram equidistantes dos embates políticos, tanto das discussões como do processo eleitoral. E quem as convidou agora? Óbvio que Bolsonaro. Não de agora, o presidente e só ele, contra qualquer outro argumento, põe as urnas eletrônicas sob suspeita.

Na espera – Aliás, Bolsonaro chegou a dizer que em 2018, mesmo vencendo, foi roubado. Deveria, segundo ele , ter  tido muito mais votos do que os a ele atribuídos. Se ganhando já disse isso, imagine se perder.

Do jeito que se comporta, usando as Forças Armadas, ele passa a sensação  de um sujeito que circula pelas ruas visivelmente armado, mas dizendo que não quer briga.

É uma pretensão intimidatória. Nem entre os aliados ele tem plateia, mas é bom ficar de olho. Os políticos que o apoiam, por exemplo, queriam Tereza Cristina, que passou pelo Ministério da Agricultura muito bem avaliada pelo pessoal do agronegócio, como vice. Com ela, a possibilidade de angariar votos seria bem maior. Preferiu o general Braga Neto, que não tem voto. Por que será? 

Presença na festa de Roma

Reinaldo Santos, ou Reinaldo dos Esportes (PL), candidato a deputado federal no time de João Roma, garante que Bolsonaro estará em Salvador no dia 22.

É quando o PL fará a convenção que oficializará a candidatura de Roma ao governo, baiano, no Paripe Hall, subúrbio de Salvador.

— Escolhemos o subúrbio porque temos muitos apoiadores lá. Vai ser bom.

Concurso dá tititi na Uneb

A professora Rosângela de Carvalho Mattos, pró-reitora de gestão de pessoas da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), virou foco de intenso tititi na instituição.

Ela pilotou um concurso que acabou aprovando 13 pessoas para o quadro da instituição, com o detalhe: nem todos serão chamados logo, mas com o tempo sim.

A razão do barulho: ela está entre os 13 aprovados. Ficou em 11º lugar.

Tristeza na porta da Alba

Jerônimo, uma das figuras que viviam na entrada da Assembleia pedindo ajuda aos passantes (como outros), encheu a portaria da Casa de tristeza esta semana.  Foi morto a tiros na Vila Canária, no último fim de semana.

Amigos dele contam que semana antepassada ele apareceu com uma ferida  na cabeça dizendo que levou uma pedrada. Um deles lamentou:

— Agora foi pior. E a gente só sabe pela imprensa.

Excesso de fios nos postes, problema que só aumenta

Os incêndios em fiações de postes  em Salvador são um tipo de ocorrência que vem infernizando a vida nos quatro cantos do Brasil, do Oiapoque ao Chuí. Além das fiações tradicionais de energia elétrica e telefonia, os postes estão sobrecarregados de outras fiações, especialmente da internet, e simplesmente não suportam o peso, além de ficar muito suscetíveis a curtos-circuitos.

O deputado Tum, que tentou sem sucesso emplacar uma CPI para a Coelba, diz saber que o problema não é localizado na Bahia, mas há um outro vetor esquecido:

— Sequer se discute a solução, que é a fiação enterrada, algo desprezado por ser muito mais cara, mas também segura.

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