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LEVI VASCONCELOS

E na direita, 2025 termina como começou: com Bolsonaro na ponta

Da cadeia ao Planalto? Plano de Bolsonaro para 2026 e cenário político na Bahia

Levi Vasconcelos com colaboração de Marcos Vinicius
Por Levi Vasconcelos com colaboração de Marcos Vinicius
O ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu filho, Jair Renan
O ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu filho, Jair Renan - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil

Com o jeito aloprado, quase sempre disparando verborragia em nome da liberdade de expressão, vezes também em nome de Jesus, o fato é que Jair Bolsonaro fisgou uma fatia da direita. Ou seja, incorporou o anti-petismo da era Lula.

Em 2018, com Lula preso, Bolsonaro venceu com o embalo da facada. Viram que a emenda era pior que o soneto, soltaram Lula, que em 2022 destronou Bolsonaro. Agora, em 2026, quem está preso é Bolsonaro. Será que ele tem chance de repetir a história, da cadeia para o Planalto?

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Eis a questão: o bolsonarista raiz acha que sim, mas a banda da direita que porta-se com a civilidade que o extremismo solapa, preferia uma alternativa, com os votos bolsonaristas. Não deu. Prevaleceu a tecla que os cientistas políticos vinham batendo: Bolsonaro não vai abrir mão, até porque sabe que se não estiver no topo da cena agora, vai morrer na saudade.

É por aí que Bolsonaro abençoou o filho Flávio como candidato dele. Antes, o próprio proclamava-se como arauto no páreo. Passou a bola e deixou Lula feliz, pois tem um discurso pronto, espalhando o desalento noutra banda da direita que gostaria de ter uma referência federal mais equilibrada.

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E nesta banda está ACM Neto, órfão de uma referência federal, que já avisou: “Flávio é o candidato do PL”. E é. E também é aí que se forma o imbróglio: ele não quer Flávio, mas também não tem alternativa, já que Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, foca na reeleição dele e diz que vai apoiar Flávio.

E choveu em Irecê: A reza agora é para em 2026 não faltar água

Olheiro atento das condições climáticas na região de Irecê, o deputado Ricardo Rodrigues (PSD) diz que após a pior seca dos últimos 40 anos, agora em 2025 choveu bem nos últimos dias e as expectativas positivas voltaram.

“A região voltou a ter esperança. Já plantamos feijão e milho e as pastagens já mostram bons níveis de recuperação. Agora, estamos na expectativa de que as chuvas continuem.”

Diz Ricardo que as chuvas variaram de 200 a 400 milímetros, mas com uma vantagem: as precipitações atingiram toda a região. Se em 2025 foi tudo muito ruim, Ricardo afirma que agora os produtores esperam uma boa safra.

“O pessoal sofreu demais. O mínimo que se quer é uma boa safra, especialmente de milho e feijão. Nós merecemos.”

Os paredões da perturbação

A madrugada entre a véspera e o dia de Natal em Salvador foi saculejada por paredões, do Nordeste Amaralina ao Subúrbio, o que motivou muitas queixas.

E uma sugestão: a PM da capital ir à Feira de Santana aprender com o coronel Muller, comandante da Região Leste, sediada lá. Ele tem arrancado elogios da imprensa feirense pelo combate aos paredões, tratado como problema permanente.

Elísio Brasileiro: o mundo político também está triste

Salvador chorou, ontem, a morte de Mãe Carmen, do Gantois, um ponto de luz brilhando mais forte na cultura afro na Bahia, mas a política da Bahia também muito lamentou a morte do professor Elísio Brasileiro, filho do ex-deputado Joir Brasileiro. Ele, que já foi presidente da seção baiana da Fundação Ulysses Guimarães, do MDB.

Lúcio Vieira Lima, o presidente de honra do partido, soltou elogios: “Era um daqueles históricos idealistas, sempre baseado nas boas ideias”.

Nos meios políticos, se dizia que ele era tão gente boa quanto ruim de votos. Em 2018, foi candidato a deputado estadual e teve 2.016 votos. Elísio se esbaldava de rir quando diziam isso.

POLÍTICA COM VATAPÁ

O cachaceiro

Contava Sebastião Nery que Nilson de Oliva César, o Pixoxó, jornalista e amigo dele, irmão da atriz Nilda Spencer, marcou época logo na estreia como chefe de gabinete do governador da Bahia Régis Pacheco, durante a inauguração da Fonte Nova, em 28 de janeiro de 1951.

A dupla, Régis e Pixoxó, tinha algo em comum: a fama de biriteiros, elogiada por torcedores de Bahia e Vitória, ressalte-se.

Quando os alto-falantes anunciaram a presença do governador, as torcidas de Botafogo e Guarany, ambos times da Bahia de grande expressão na época que faziam o jogo inaugural, se uniram às de Bahia e Vitória e dispararam em coro:

“Cachaceiro! Cachaceiro! Cachaceiro!”.

Régis olhou para Pixoxó e comentou:

“Tá vendo aí, Pixoxó, o que você me arranjou”.

Pixoxó se afastou, calado, o povo lá gritando, ele voltou e cochichou no ouvido de Régis: “Amado governador, não é comigo que estão falando, não”.

E Régis gargalhou.

*Com colaboração de Marcos Vinicius

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A TARDE eleições 2026 levi vasconcelos Política

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