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LEVI VASCONCELOS

Segurança, a questão principal na campanha eleitoral. E nas urnas?

Tema deu o dom às campanhas eleitorais na Bahia

Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcos Freitas
Por Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcos Freitas
Imagem ilustrativa da imagem Segurança, a questão principal na campanha eleitoral. E nas urnas?
Foto: Divulgação | PM-BA

Todas as pesquisas produzidas por todos os lados para consumo externo ou interno apontaram que a questão mais preocupante da sociedade agora é segurança. Os tiroteios que se tornaram comuns espalham terror de cabo a rabo.

E foi por isso que o assunto predominou no horário eleitoral. ACM Neto prometeu acabar com isso. Jerônimo diz que já fez muito e vai fazer mais, Flávio prometeu acabar com a guerra de facções, e Lula diz pretender unir estados e municípios para encarar a questão.

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O tema veio à tona com os penduricalhos de uma campanha, uns prometem o paraíso e só veem diabruras dos adversários. No conjunto, fica a sensação de que o assunto não foi tratado com a devida seriedade.

NA POLARIZAÇÃO – A guerra entre facções, que começou nas favelas do Rio de Janeiro e alastrou-se pelos quatro cantos do Brasil como uma praga maldita, também caiu na polarização política entre esquerda e direita que o País vive.

A direita acha que o negócio é meter bala, a esquerda diz que lugar de bandido é na cadeia, mas cobra rigor da inteligência policial para evitar fazer vítimas inocentes.

E aí vem a pergunta que não perguntaram na campanha: e a questão da guerra de facções, é um problema só de polícia? Na própria polícia há quem diga que não, é um leque, que inclui principalmente a educação.

O certo é que, a julgar pelo visto na campanha, ganhe quem ganhar, o caso entra em pauta. Mas essa de achar a solução num passe de mágica é lero-lero.

Em Ilhéus, Marão caminha com as rusgas que herdou de 2024

Nas eleições de 2024, em Ilhéus, Valderico Júnior (UB), o vencedor, teve 41.567 votos (43,24%), Adélia Pinheiro, a candidata do PT, 38.928 (40,49%), e Bento Lima (PSD), o candidato apoiado pelo prefeito Mario Alexandre, o Marão, 15.646 (16,27%).

Conclusão óbvia: se unissem Adélia e Bento, dois governistas, a chance de evitar a vitória de Valderico, o candidato de ACM Neto, seria grande, mas Marão preferiu assim.

Agora candidato a deputado estadual pelo Avante, a conta chegou. Ilhéus se pergunta: e Marão se elege?

Ele carrega a grande mágoa dos petistas, puxados por Rui Costa, que muito o apoiou, e conta como trunfo a desistência da deputada Soane Galvão (PSB), ex-mulher dele, com quem tem dois filhos e a quem apoiou em 2022, dando 23.254 votos.

Dizem lá que 2026 é chave para Marão. Se perder, acaba.

Vítor Bonfim e cestas básicas

A PM recolheu, ontem, em Brumado, cestas básicas em um estabelecimento comercial que estariam sendo distribuídas por um carro com adesivos de Vítor Bonfim, deputado estadual e candidato a federal pelo PSB.

A assessoria de Vítor distribuiu nota dizendo que nada tem a ver com o estabelecimento onde as cestas básicas foram encontradas e pede apuração rigorosa.

Será que armaram para ele?

Bolsonarista diz que o PL da Bahia esqueceu Flávio

Marcelo Santana, bolsonarista, candidato ao Senado pelo Democracia Cristã, o DC, disparou petardos contra João Roma, presidente do PL na Bahia e candidato ao Senado na chapa de ACM Neto. A queixa principal: Flávio Bolsonaro, o principal adversário de Lula, foi jogado num canto.

“Roma negociou o horário eleitoral para ACM Neto. Nas eleições de 2024, não elegeu um único prefeito, e agora também concentrou os recursos que vieram para o partido nas mãos de uns poucos, inclusive a mulher dele, Roberta Roma, que é deputada federal tentando a reeleição”, diz.

Segundo ele, bolsonaristas queixam-se de que na Bahia Flávio ficou sem palanque.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Direito de defesa

Essa quem conta é Adilson Simas, jornalista, o relicário do folclore político feirense.

A Bahia consternou-se com a morte, num acidente de helicóptero, de Clériston Andrade, candidato ao governo apoiado por ACM, franco favorito para vencer, mas em Feira de Santana a tristeza perdeu para a imensa euforia que contagiou a cidade quando o novo candidato foi anunciado: João Durval Carneiro, ex-prefeito, deputado federal com base lá.

Primeiro comício, praça lotada, o palanque apinhado de gente, entre eles Zabumba, figura querida, velho udenista.

De repente, no meio do comício, ACM visivelmente constrangido sacou um lenço do bolso, tampou o nariz. Chamou Capitão Dermeval, que fazia a segurança dele, ordenou:

– Bote Zabumba pra fora.

Dermeval foi, Zabumba reagiu. Deu testa. Virou-se para ACM, e fez sua defesa:

– Governador, todo mundo aqui tem bumbum e pum pum só sai do meu?

ACM (e o entorno) se pocou na gargalhada. E Zabumba ficou.

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