MADE IN BAHIA
A IA e a competitividade baiana
Confira a coluna Made In Bahia


A Bahia não precisa apenas adotar Inteligência Artificial. Precisa transformar IA em competitividade.
A Inteligência Artificial já deixou de ser uma discussão sobre o futuro. Ela passou a fazer parte das decisões de empresas que querem vender mais, atender melhor, reduzir custos e aumentar produtividade.
Os números mostram a dimensão desse movimento. Pesquisa global da McKinsey aponta que 88% das organizações já utilizam IA em pelo menos uma função de negócio. Porém, apenas 7% afirmam ter escalado plenamente a tecnologia em suas organizações. Ou seja: usar IA é muito diferente de conseguir transformar IA em resultado.
Na Bahia, essa discussão ganha ainda mais relevância. O estado possui mais de 1,2 milhão de pequenos negócios, responsáveis por 98% das empresas baianas, cerca de 60% dos empregos formais e 31,5% do PIB estadual. É uma enorme e diversa força econômica que pode ganhar competitividade com o uso estratégico da tecnologia.
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E o empresário baiano quer crescer. Pesquisa do Sebrae Bahia para 2026 mostra que 68% dos pequenos negócios querem aumentar o faturamento, 47% desejam melhorar a gestão e 38% aumentar o lucro. Quando perguntados sobre onde mais precisam de apoio, 66% apontam vendas, negociação e relacionamento, enquanto 60% destacam administração, gestão e direção.
É exatamente nesse encontro entre crescimento, vendas, gestão e eficiência que a Inteligência Artificial pode gerar valor.
No varejo, pode apoiar atendimento, recomendação, vendas e pós-venda. No turismo, pode atender clientes 24 horas por dia e em diferentes idiomas. Na saúde, organizar jornadas e reduzir perdas operacionais. Nos serviços e na indústria, automatizar tarefas, analisar dados e apoiar decisões.
Mas existe uma condição: tecnologia sozinha não transforma uma empresa.
Não adianta automatizar um processo ruim. A verdadeira mudança acontece quando tecnologia, processos, dados e pessoas caminham juntos.
Por isso, antes de perguntar "qual IA devo contratar?", o empresário deveria perguntar: onde estou perdendo clientes, tempo, dinheiro ou oportunidades?
Essa pergunta simples muda tudo. É quando a IA deixa de ser novidade e passa a ser estratégia real.
A Bahia tem empreendedorismo, criatividade, diversidade econômica e capacidade de inovação. O próximo salto será dado pelas empresas que conseguirem transformar tecnologia em resultado.
Porque o objetivo não é implementar IA. É vender melhor, atender melhor, decidir melhor e construir negócios mais competitivos.
Eliana Kollerc - CEO e cofundadora da Revolutions IA


