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NÃO-MONOGAMIA

Relação aberta e poliamor: 53% dos brasileiros já tiveram experiências liberais

Dados do aplicativo Gleeden mostram os modelos com maior número de adeptos

Redação

Por Redação

29/07/2025 - 11:47 h | Atualizada em 29/07/2025 - 12:23

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Cinco em cada dez entrevistados parecem já ter vivido alguma experiência não convencional
Cinco em cada dez entrevistados parecem já ter vivido alguma experiência não convencional -

Cada vez mais, os relacionamentos liberais têm vindo à tona. Uma pesquisa do aplicativo Gleeden revelou que 53% dos brasileiros já tiveram algum tipo de relação não monogâmica. Em estimativa, cinco em cada dez entrevistados parecem já ter vivido alguma experiência não convencional.

A não-monogamia, que em resumo, é quando uma pessoa, ou um casal, decide que a relação não precisa se limitar a apenas duas pessoas em termos afetivos, sexuais ou ambos, abre o espaço para outras formas de conexão. Como revelam os demais dados apurados pelo aplicativo.

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Dados que apontam o crescimento de adeptos a não-monogamia

Para definir isso, foram consideradas:

  • Relações abertas (29%);
  • Infidelidade (28%);
  • Polifidelidade (26%);
  • Ménage à trois (25%);
  • Poliamor (20%);
  • Poligamia (17%);
  • Swings (14%).

Além disso, a análise revelou também que 51% dos entrevistados consideram a não monogamia um relacionamento aberto; e 42% enxergam a não monogamia como algo positivo (contra 34% que a consideram como uma vivência negativa).

Desafios

Apesar do crescimento no número de adeptos à não-monogamia, os participantes revelaram enfrentar pelo menos uma barreira ao se depararem com o modelo relacional. Em relação aos desafios, os principais obstáculos apontados, estão:

  • Estabelecimento de respeito e limites (41%);
  • Questões éticas e crenças pessoais (54%);
  • Comunicação eficaz (38%).
Diálogo entre casais se mostra essencial para manutenção de relacionamentos não-monogâmicos
Diálogo entre casais se mostra essencial para manutenção de relacionamentos não-monogâmicos | Foto: Uendel Galter/ Ag A Tarde

Os dados mostram que, embora o conceito de não monogamia esteja cada vez mais disseminado e conhecido, os brasileiros ainda se veem diante de dificuldades relacionadas à adaptação a essas novas dinâmicas.

Características atribuídas

Dentre as características mais atribuídas a esse tipo de relacionamento aparece a transparência entre os parceiros (38%) e a liberdade emocional e sexual (36%).

Tipos de relações não monogâmicas

Entre os modelos de relacionamentos liberais, as formas mais comuns são o relacionamento aberto, no qual há permissão mútua para envolvimentos sexuais fora do casal, e o poliamor, que envolve vínculos afetivos com mais de uma pessoa, com consentimento de todos.

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Outros arranjos como poliamor, amizade colorida, são pouco conhecidos, mas também geram debates em comparação aos relacionamentos monogâmicos, por exemplo. O Portal A TARDE produziu um dicionário dos relacionamentos.

Marcha do Orgulho do Poliamor, em São Francisco em 2004
Marcha do Orgulho do Poliamor, em São Francisco em 2004 | Foto: Pretzelpaws / Wikimedia

Diferente da monogamia, que é pensado para duas pessoas que se comprometem exclusivamente um ao outro de forma emocional e sexualmente, os relacionamentos não-monogâmicos envolvem acordos que prezam pela autonomia e liberdade dos parceiros de explorar sua sexualidade com outras pessoas.

Relacionamento aberto X Poliamor

Enquanto no relacionamento aberto ainda existe a hierarquia de um parceiro principal, em que ambos acordam por ter intimidade com outras pessoas, no relacionamento poliamoroso, os parceiros estão abertos a ter mais de um relacionamento romântico ao mesmo tempo.

Em ambos arranjos relacionais, há acordos para alinhamento de dedicação emocional e sexual. No geral, para manter o relacionamento de forma saudável, é necessário um alto nível de comunicação e confiança entre os parceiros.

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Tags:

não monogamia Poliamor Relacionamentos

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