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A Casa da Mãe Joana 2: comédia e muitos trambiques

Publicado sexta-feira, 06 de setembro de 2013 às 12:11 h | Atualizado em 06/09/2013, 13:12 | Autor: Agência Estado
Casa da Mãe Joana 2 - filme
Casa da Mãe Joana 2 - filme -
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Com 75 anos de idade e 60 de cinema, Hugo Carvana tem folha corrida para dizer - "Filmo para viver, vivo para filmar". E ele adora um trambiqueiro. Sua carreira de diretor é a prova. O primeiro longa como diretor lhe valeu instantânea consagração, em 1973 - há 40 anos! E desde Vai Trabalhar, Carvana nunca renegou sua predileção pelos trambiqueiros nem pelo humor. "Já fazia comédia antes que virassem tendência de mercado", avisa.

Seu novo filme estreia nesta sexta-feira, 6, - Casa da Mãe Joana 2. Face ao sucesso do primeiro, em 2008, Carvana retomou a saga dos amigos Antônio Pedro, José Wilker e Paulo Betti. O primeiro escreveu um livro que arrebentou e agora vive de rendas. Wilker partiu pelo mundo em busca da melhor maconha - e foi preso no exterior. Betti não resiste a uma viúva rica. Vira cafajeste na hora.

Está todo mundo de volta e na nova onda do trio, Antônio Pedro é vítima das armações de uma governanta que Betty Faria, intérprete do papel, define como ‘bruaca’. Para vingar a morte da mãe (Carmem Verônica), enganada por Betti, suas filhas partem numa caçada ao patife, dispostas a cortar-lhe as partes íntimas. Uma delas, Leona Cavalli, é aspirante a cineasta e sua participação dá uma ordem à (aparente?) desordem do filme.

Meio milhão de espectadores se interessaram (e curtiram) a primeira edição da Casa da Mãe Joana. Mas o filme não era para todos os gostos. O 2 ainda é menos. O que precariamente passava por novidade agora é repeteco. O que ajuda é o elenco. Carvana filma com os amigos, e eles, no clima de brodagem, se esforçam para imprimir alegria - o que move Carvana - ao relato.

Mais que comédia, o gênero, é a alegria que atrai o diretor. "Fiz meu primeiro filme num momento em que a repressão da ditadura era feroz e as pessoas iam para a cadeia por nada. E eu abri Vai Trabalhar Vagabundo com meu personagem saindo da cadeia."

O próprio Carvana, por problemas de saúde - sofre de mal de Parkinson -, prefere ficar atrás das câmeras, projetando-se nos amigos que coloca frente a elas. Humor, ele diz, não nasce da improvisação. É resultado de disciplina e trabalho. O próprio Carvana não teria pique em cena. O problema é que até os amigos - e o ritmo - claudicam.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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