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LITERATURA

Bienal do Livro Bahia chega às escolas públicas com autores baianos

Autores participam de encontros com estudantes de Salvador nesta semana

Beatriz Santos
Por
Autora Regina Luz
Autora Regina Luz - Foto: Divulgação

Após reunir 130 mil visitantes durante sete dias de programação, a Bienal do Livro Bahia volta a escolas públicas de Salvador com a nova edição do projeto Bienal nas Escolas.

A iniciativa, realizada em parceria com as secretarias Municipal e Estadual de Educação e com patrocínio do Itaú, promove encontros entre estudantes e autores baianos nos dias 25 e 26 de agosto.

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A programação será dividida entre duas escolas da capital baiana e contará com a participação dos escritores Regina Luz e Marcos Cajé. Antes dos encontros com os autores, também serão realizadas atividades de contação de histórias.

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Para Tatiana Zaccaro, diretora-geral da GL events Exhibitions, empresa que organiza a Bienal do Livro Bahia, a proposta é manter ações do evento fora do período de realização e do Centro de Convenções Salvador.

“Dessa forma, conseguimos manter vivo o espírito da Bienal durante o ano inteiro, sobretudo no que diz respeito ao incentivo à leitura entre as crianças e os jovens”, afirma.

Regina Luz abre programação em Paripe

O primeiro encontro está marcado para terça-feira, 25 de agosto, às 14h, na Escola Municipal Mourão Sá, em Paripe. A atividade será voltada para crianças de 5 a 7 anos e terá a participação da escritora Regina Luz.

O foco do encontro será o livro Meu Sonho, Cor do Luar. Antes da apresentação da autora, o ator e arte-educador Raí Santana realizará uma sessão de contação de histórias com os estudantes.

Mulher negra e soteropolitana, Regina Luz é arte-educadora e formada em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). A escritora também possui pós-graduação em Gramática e Texto pela UNIFACS e em Produção Cultural pela Faculdade Jorge Amado.

Atualmente, atua como professora de literatura no Ensino Médio e é gestora do projeto Curso Luz de Redação. Na literatura, produz obras voltadas para as infâncias que abordam ancestralidade e protagonismo negro. Também é autora dos livros de poesia Transpirar e Instantes Eternizados.

A escritora ainda idealizou e produziu projetos musicais, como Além da Floresta Mágica e A Lira de Orfeu Canta o Amor, e já participou de eventos como a Bienal do Livro Bahia, a Fligê e o Festival Led Educação.

Marcos Cajé conversa com jovens em Arenoso

No dia seguinte, quarta-feira, 26 de agosto, o projeto chega ao Colégio Estadual Clarice Santiago dos Santos, no bairro de Arenoso. A atividade começa às 10h e será direcionada a estudantes de 14 a 18 anos.

O encontro terá a participação do escritor Marcos Cajé, que abordará os livros Uzuri, A Guerreira de Ketu e Kieza, Uma Princesa Quilombola. Antes da conversa, a pedagoga e contadora de histórias Lívia Góis também realizará uma atividade com os jovens.

Marcos Cajé é pedagogo e mestre em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Ele é idealizador do termo literário Literatura Afrofantástica.

O escritor participou da XX Feira do Livro de Maputo, em Moçambique, por meio do projeto Baobá de Histórias 2024, e foi homenageado pela Feira Literária e Cultural de Amélia Rodrigues (Flicar), em 2025.

Também recebeu o El Nevado Solidário de Oro, premiação argentina criada por Rulo Ortubia, em 2021, e o Latinidade: Uma Premiação Internacional entre Brasil e Espanha, em 2022.

Contação de histórias integra os dois encontros

A programação também contará com Raí Santana e Lívia Góis, responsáveis pelas atividades que antecedem os encontros com os autores.

Raí Santana é ator, arte-educador, produtor cultural, publicitário, contador de histórias e pós-graduado em Literatura Infantojuvenil.

Há mais de 15 anos, desenvolve ações de incentivo à leitura, incluindo oficinas de teatro, mediação de leitura e contação de histórias. Ele assina o texto e a direção dos espetáculos A Árvore de Cintia (2025), Marguerita (2025) e Deusas (2026).

Já Lívia Góis é pedagoga, especialista em contação de histórias e no desenvolvimento lúdico e criativo de pessoas. Contadora de histórias da ONG Viva e Deixe Viver, também atua como terapeuta comunitária sistêmica e agente cultural.

Ela é idealizadora da Biblioteca Itinerante Viva Brincar e Aprender e mantém o canal “Navegando nas Histórias com Lívia Góis”, no YouTube. Entre seus trabalhos está Joanas e Marias na Independência da Bahia, projeto premiado por edital da Lei Paulo Gustavo.

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