ACESSIBILIDADE
Exposição ‘O Som de 4 Décadas’ inicia nova temporada no A TARDE
Abertura contou com presença de coletivo de pessoas com deficiência visual

A exposição “O Som de 4 Décadas” iniciou uma nova temporada no Espaço Cultural A TARDE nesta sexta-feira, 21. A abertura contou com a participação do grupo “Saídas Acessíveis”, que visitou a exposição e os estúdios do Grupo A TARDE.
Com objetivo de promover encontros e ampliar o acesso à cultura, a visita contou com audiodescrição dos espaços para pessoas cegas e participação de profissionais da instituição.
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Presente na visita, o radialista Jefferson Beltrão ressaltou a importância do rádio para a comunicação na sociedade e afirmou que “Fica na torcida para que o rádio sobreviva ao longo dos próximos anos com as novas tecnologias”.

“Alguém que está te acompanhando no dia a dia, prestando um serviço, passando uma informação, tocando uma música, esse é o papel do rádio de emprestar serviço, de alguma forma contribuir para o crescimento das pessoas”, destacou.
Cultura e acessibilidade
Aproximando pessoas com deficiência visual de uma exposição construída a partir da música e da memória, a iniciativa busca celebrar a trajetória da rádio e sua conexão com a construção musical e cultural de Salvador.
De acordo com a produtora da exposição, Ariadne Cerqueira a rádio integra a acessibilidade como um recurso de concepção, incluindo recursos de audiodescrição para pessoas com deficiência visual.

“Pessoas que têm deficiência visual tem uma relação muito grande com a rádio [...] a gente quis fazer essa primeira gravação com esse grupo, para que eles possam falar um pouco dessa relação deles com a música, o que é que a rádio representa na vida deles”, destacou a produtora ao A TARDE.
Acessibilidade além da plateia
Abrindo alas para a exposição, o grupo ‘Saídas Acessíveis’ foram os primeiros a visitar o espaço do Grupo A TARDE. Durante a visita, eles puderam visitar a exposição, estúdios da A TARDE FM e conversar com radialistas como Jefferson Beltrão e Antonio Pitta.
Organizado por Adriana Urpia, coordenadora do coletivo, o grupo reúne pessoas com e sem deficiência para frequentar eventos culturais em Salvador, promovendo o direito de ocupação desses espaços.

“É importante que as pessoas com deficiência ocupem todos os lugares. Para que as pessoas também vejam que as pessoas estão ali e que elas também têm o direito de participar, elas também têm o direito de estar naquele espaço, de ocupar aquele espaço”, reforça a coordenadora.
Já a integrante Cristina Gonçalves ressalta que a acessibilidade deve ir além da plateia, garantindo que pessoas com deficiência também ocupem espaços como protagonistas de espaços culturais.

“A pessoa com deficiência, ela não está apenas assistindo, ela também produz cultura, também existem artistas com deficiência que precisam ser acolhidos. É importante que pessoas com deficiência tenham verdadeiro acesso, porque o verdadeiro acesso não é só assistir, é participar”, destacou a integrante ao A TARDE.
Sobre a exposição ‘O Som de 4 Décadas’
Em circulação desde maio de 2026, a exposição já passou pelo Espaço Cultural Alagados, Colégio Paulo Américo e Escola Municipal Ailton Soares, aproximando estudantes, educadores e moradores de uma narrativa construída a partir da música e da memória.
A proposta é promover encontros entre gerações e ampliar o acesso à cultura em diferentes territórios da capital baiana. Tendo a trajetória da Rádio A TARDE como um dos fios condutores, O Som de 4 Décadas apresenta um panorama das mudanças vividas pela música ao longo dos últimos 40 anos.
Artistas, movimentos, acontecimentos e transformações tecnológicas ajudam a contar como a música foi produzida, consumida e difundida nesse período e como o rádio acompanhou essas mudanças sem deixar de fazer parte do cotidiano da cidade.



