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Coletivo leva aulas gratuitas de dança para estudantes de Salvador
Oficinas de pagode, danças urbanas e vogue serão realizadas na capital baiana


Estudantes do Colégio Estadual Clarice Santiago dos Santos, no bairro do Arenoso, em Salvador, terão três dias de aulas gratuitas de dança. Entre 28 e 30 de setembro, o Coletivo Afrobapho promove oficinas de pagode, danças urbanas e vogue, ministradas por artistas que integram o grupo.
A programação começa na segunda-feira, 28, com uma oficina de Pagode conduzida por Paulo Arth. No dia seguinte, Maitê Souza assume a atividade de Danças Urbanas. Já na quarta-feira, 30, Angel Costa encerra a programação com uma oficina de Vogue. As aulas serão realizadas das 10h20 às 11h50.
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Três linguagens da dança em três dias
A iniciativa busca aproximar estudantes da rede pública de diferentes linguagens da dança e ampliar o acesso a experiências artísticas no território. As atividades fazem parte de um novo ciclo de ações do Coletivo Afrobapho, que prevê mais de 50 iniciativas entre agosto de 2026 e junho de 2027.
O planejamento reúne atividades de criação, formação, difusão, reflexão, circulação e intercâmbio. Além das oficinas, estão previstas ações educativas, processos de criação, apresentações, encontros e articulações com artistas, coletivos, instituições e projetos socioculturais.
As iniciativas devem alcançar artistas independentes, estudantes da rede pública e jovens negros e LGBTQIA+ de Salvador. A programação tem como objetivos ampliar o acesso às artes cênicas, estimular a profissionalização e fortalecer a representatividade na cena cultural.
Novo ciclo foi apresentado no último sábado
O Plano Anual de Ações Continuadas do Afrobapho foi apresentado no último sábado, 22, durante o Encontro de Lideranças e Representantes de Grupos, Coletivos e Companhias de Dança da Bahia, realizado na Sala Cênica do Centro de Formação em Artes da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).
O encontro reuniu mais de 20 lideranças e representantes negros da cena da dança baiana e marcou publicamente o início do novo ciclo de atividades do coletivo.
Para o diretor-geral e idealizador do Afrobapho, Alan Costa, a nova etapa representa uma oportunidade de consolidar a continuidade do trabalho desenvolvido pelo grupo, além de fortalecer os processos de criação, formação e circulação.
“Esse novo ciclo é muito importante para o Afrobapho porque nos permite olhar para o nosso trabalho não só pensando no próximo projeto, mas na continuidade de uma trajetória que já tem mais de dez anos", disse.
"Ter esse apoio para manter nossos ensaios, criar, formar pessoas e estar em diferentes territórios nos dá mais fôlego para seguir fazendo o que acreditamos. É também uma oportunidade de fortalecer nossa rede, aproximar outros artistas e fazer com que mais pessoas, principalmente jovens negros e LGBTQIA+ das periferias, tenham acesso à dança e à cultura. Para a gente, continuidade também é resistência”, completou.
Mais de uma década de atuação
Com mais de dez anos de trajetória, o Afrobapho desenvolve ações artísticas, sociais, educacionais e culturais gratuitas. A atuação do coletivo é marcada pela valorização de narrativas negras, LGBTQIA+ e periféricas, utilizando dança, música, audiovisual e performance como ferramentas de mobilização e transformação social.
Ao longo dos anos, o coletivo realizou projetos em parceria com organizações como a Anistia Internacional Brasil e desenvolveu iniciativas como o AFROBAPHOLAB e o Festival Afrobapho. Em 2019, teve sua atuação reconhecida em uma matéria especial da Vogue Internacional.
A partir de projetos fomentados por editais e outras parcerias, o grupo também consolidou uma atuação voltada à democratização do acesso à arte e à promoção da diversidade e da inclusão na cena cultural baiana.


