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Em Série - Reflexão: séries que tropeçam

Publicado domingo, 30 de julho de 2017 às 10:01 h | Atualizado em 28/07/2017, 21:20 | Autor: Debora Rezende l Especial A TARDE
O ator Jeffrey Dean Morgan é o vilão Negan, no seriado norte-americano The Walking Dead
O ator Jeffrey Dean Morgan é o vilão Negan, no seriado norte-americano The Walking Dead -
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É normal que, vez ou outra, uma série deslize em seu enredo. Principalmente nas produções que se mantêm por muitas temporadas, um equívoco aqui e ali na narrativa é comum e, muitas vezes, não causa grandes estragos.

Em algumas séries, isso é mais recorrente e pode ser mais crucial para a história. Nestes últimos anos, produções grandes enfrentaram momentos bem difíceis em termos de manutenção da trama.

Um exemplo claro disso é a distópica The Walking Dead (FOX). Ela sempre viveu momentos de marasmos no meio das temporadas, mas a sétima revelou uma fragilidade impressionante.

Depois do final do sexto ano, que deixou no ar um suspense terrível sobre quem tinha sido vitimado pelo vilão Negan, TWD meio que morreu. O tédio tomou conta dos episódios da sétima temporada e muita gente desistiu de ver por conta da construção fraca tanto do vilão quanto da resistência.

Esse recurso é muito comum nas séries do gênero: cria-se grande expectativa para os fãs, mas o desenvolvimento em si do plot é bastante fraco.

Quem também tropeçou bastante nos últimos tempos foi Grey’s Anatomy (Canal Sony). Sempre houve um escorregão pontual, mas a 13ª temporada não foi bacana. Arcos perdidos, casais com pouco entrosamento e enfoque quase zero nos casos médicos que deveriam nortear a produção.

Nesses dois casos, as produções precisam de agilidade. O roteiro preguiçoso é um desserviço àqueles que esperam semanalmente por novos episódios. Se The Walking Dead peca pelo marasmo, Grey’s Anatomy o faz pelos ganchos pouco aproveitados.

Na última temporada, que deveria ser uma consolidação da fase pós-Derek, a série investiu em uma reformulação do programa de ensino do hospital que simplesmente não fez sentido.

Essas duas séries são antigas e têm uma boa base de fãs, mas são exemplos do quão prejudicial pode ser uma narrativa que não se preocupa em manter o ritmo.

A lista dos seriados que perderam um pouco do fôlego é extensa. A cancelada Revenge fez isso ao vilanizar demais a protagonista. Once Upon a Time se perdeu ao usar sempre os mesmos plots. O drama Scandal também errou a mão várias vezes nos últimos anos. É, afinal, raro encontrar uma série sem tropeços na trajetória.

Para manter a produção em alta e evitar os tropeços, é necessária uma dose de ousadia. Game of Thrones acerta nisso. Black Mirror também. Para as outras, falta sair do arroz com feijão – ainda mais se lembrarmos que, no segundo semestre, tanto TWD quanto Grey’s Anatomy retornam com suas temporadas.

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