Documentário sobre a comunicação na pandemia é exibido no TCA

Filme tem 45 minutos e será disponibilizado pelo Governo da Bahia

Publicado segunda-feira, 23 de maio de 2022 às 22:25 h | Atualizado em 23/05/2022, 22:25 | Autor: Matheus Calmon
Filme foi apresentado a covidados na Sala do Coro do Teatro Castro Alves
Filme foi apresentado a covidados na Sala do Coro do Teatro Castro Alves -

A chegada da pandemia da Covid-19 na Bahia, em março de 2020, trouxe consigo o desafio de informar a população sobre como se proteger do vírus, à época com poucas informações à respeito. Durante estes dois anos, a comunicação publicitária, com o apoio da imprensa, exerceu papel fundamental de informar a sociedade sobre pontos como a necessidade de ficar em casa, não aglomerar, usar máscara, lavar as mãos e, posteriormente, questões ligadas à vacinação.

As estratégias adotadas pela comunicação do governo da Bahia utilizadas no período foram compiladas no documentário “Um visitante indesejado”, lançado nesta segunda-feira, 23, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves. O filme faz uma linha do tempo sobre as campanhas publicitárias veiculadas a cada momento da pandemia.

André Curvello, secretário estadual de Comunicação, afirmou, em conversa com o Portal A TARDE, que a determinação inicial do governo do estado foi que a comunicação fosse feita de forma intensa, com transparência e democrática, para chegar à toda a população. Ele considera que a ferramenta foi de extrema importância para o período.

“O objetivo maior sempre foi utilizar a comunicação como mais uma ferramenta para salvar vidas. A partir do momento que a sociedade tivesse bem informada, teríamos mais chances de sobreviver e não aumentar o índice de contaminados”, disse.

Curvello lembra que, depois do vírus, o maior desafio foi enfrentar a chuva de notícias falsas que tentavam se alastrar. “Eram informações que partiam de uma onda negacionista, de adversários que tinham outro tipo de interesse que não enfrentar a pandemia. Enfrentamos, ainda convivemos, mas a mentira não se sustenta por muito tempo”.

O documentário, segundo ele, é o registro de um momento que, apesar de triste, vai fazer parte da história da sociedade. “Procuramos fazer o melhor, erramos, consertamos, pegamos no pulso, ouvimos, e acredito que, no final das contas, o resultado foi positivo”.

Uma das três agências licitadas, que fez algumas das campanhas, foi a Objectiva. Vice-presidente e diretor de criação, Faustão lembra dos desafios enfrentados, principalmente no início, dada à escassez de informações. “No começo estávamos com poucas informações, sem saber se o que aconteceu no mundo aconteceria aqui, e a gente conseguiu até ser mais leve no início, com dancinha, jingle, mas depois a coisa foi ficando séria e o tom da comunicação também foi mudando”, contou.

“Essa cronologia da comunicação é muito clara, foi muito importante, e o governo da Bahia se portou muito bem nisso. Então, é legal a gente fazer parte dessa história”, disse ao Portal A TARDE. Faustão conta ainda que outros estados, inclusive, pediram autorização para replicar peças feitas na Bahia. Ele lembra que recebeu elogio do empresário e publicitário Nizan Guanaes, referência em publicidade no país.

“O grande segredo foi: era um time em prol de um grande objetivo, que era fazer com que a pandemia fizesse menos estrago em nosso estado”, afirmou.

O primeiro secretário da Saúde na Bahia durante a pandemia, Fábio Vilas Boas, considerou que a imprensa e a comunicação tiveram importância singular.

“Eu digo que a imprensa salvou mais vidas que os mais de 1,5 mil leitos de UTI que a gente abriu. Se não tivesse o apoio massivo dos órgãos de comunicação, nós não teríamos conseguido mudar o hábito das pessoas. Fazer com que ficassem em casa, realizasse distanciamento social, usassem máscara, lavassem as mãos, aprendessem a tossir, a espirrar... isso só foi possível pelo apoio dos órgãos de imprensa e a comunicação séria com informação científica qualificada”.

Ao analisar o período que passou, ele afirma que o sacrifício valeu à pena. “Nós não exageramos em nenhum momento, houve bom senso. E como todo pai que sabe que é preciso dar um remédio amargo, ele foi dado e hoje temos a segunda menor taxa de mortalidade por Covid no país”, disse.

Atualmente, a pasta é comandada pela médica Adélia Pinheiro. Ao Portal A TARDE, Ela contou que no início da carreira como professora lecionou a disciplina ‘Educação e Saúde’, abordando, na formação de enfermeiros, a importância da comunicação na profissão.

“É exatamente esse o papel da comunicação em saúde, uma comunicação clara, objetiva, transparente, acessível a todos utilizando estratégia que alcança a todos e em todos os lugares. É a forma de oferecer à população a capacidade de conhecer e tomar a melhor atitude para se proteger e proteger a sociedade e foi com base nisso que o governo utilizou como uma das grandes estratégias de enfrentamento à Covid-19 e colhemos bons resultados”, disse.

Quanto à recente alta da média móvel de casos no país, a secretária afirmou que, apesar dos casos ativos na Bahia não apresentarem tendência de alta, os dados do estado, bem como os de outros estados do país e de outras regiões do mundo são constantemente observados.

“Sabemos que a situação é de manutenção de alerta e não tardaremos a recomendar atitudes que se façam necessárias à proteção da nossa população, como fizemos desde o início”, afirmou. Na oportunidade, ela frisou a importância da vacinação.

“Ela salva vidas e nós precisamos seguir ampliando a cobertura vacinal. Por isso, digo a cada baiano: se não tomou a vacina, procure uma unidade de saúde para receber a 1ª, 2ª ou a dose de reforço, pois ela vai te proteger e proteger seus queridos”, contou.

O documentário “Um visitante indesejado” tem 45 minutos e será disponibilizado nos sites e redes sociais do Governo da Bahia.

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