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Goethe-Institut tem programação com shows e oficinas em Salvador

Dia de Portas Abertas reúne BaZá RoZê, Banda Didá, circo, dança, exposições e atividades

Manoela Santos*
Por Manoela Santos*
Dia de Portas Abertas reúne uma programação gratuita para todas as idades
Dia de Portas Abertas reúne uma programação gratuita para todas as idades - Foto: Divulgação

O encontro entre linguagens artísticas e saberes populares movimenta o Goethe-Institut Salvador-Bahia hoje e amanhã. Com o tema “Conectar Mundos, Multiplicar Alegrias”, o Dia de Portas Abertas reúne uma programação gratuita para todas as idades, com destaque para o BaZá RoZê, oficinas criativas, apresentações musicais, dança, circo, exposições e experiências com tecnologia.

A iniciativa convida o público a conhecer os espaços e as atividades desenvolvidas pela instituição, que atua em Salvador desde 1962. Para Matthias Makowski, diretor geral do Goethe-Institut Salvador-Bahia, a proposta é aproximar a instituição da cidade e estimular encontros entre pessoas de diferentes origens e experiências.

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“O Dia de Portas Abertas é, acima de tudo, um convite para que as pessoas conheçam o Goethe-Institut, ocupem nossos espaços e descubram as diferentes possibilidades de encontro que oferecemos”, afirma.

Segundo ele, a programação foi organizada a partir de uma ideia de abertura e diversidade, reunindo artistas da cena cultural de Salvador e propostas internacionais desenvolvidas pelo Instituto. “Queremos que nossos vizinhos, parceiros e toda a comunidade de Salvador se sintam à vontade para entrar, participar e conhecer melhor o nosso trabalho”, afirma.

Tudo junto e misturado

Um dos destaques do fim de semana é o BaZá RoZê, iniciativa que há sete anos movimenta a economia criativa e circular da capital, reunindo moda, arte, gastronomia e pequenos empreendedores. A programação inclui atividades infantis, yoga, oficina de origami, dança, circo e música, além de espaços de convivência e troca de saberes.

“Integrar essa iniciativa ao Dia de Portas Abertas é uma oportunidade de ampliar a circulação desses profissionais, aproximar diferentes públicos e criar possibilidades de colaboração”, explica Makowski.

Segundo o diretor, a parceria com o BaZá RoZê é de longa data e nasceu do interesse em reunir iniciativas que compartilham valores importantes para o Goethe-Institut, como criatividade, diversidade, sustentabilidade e valorização da produção cultural local.

O intercâmbio cultural também está no centro da missão do instituto. Em Salvador, essa proposta ganha espaço por meio do Programa Internacional de Residência Artística Vila Sul, que recebe artistas de diferentes países para desenvolver pesquisas e projetos em contato com a cidade e suas comunidades.

“Acreditamos que encontros entre pessoas de diferentes origens, experiências e perspectivas são fundamentais para ampliar nossa compreensão do mundo e construir novas formas de colaboração”, diz Makowski.

Para ele, esses encontros promovem trocas em diferentes direções: enquanto os artistas internacionais aprendem com Salvador, seus saberes e práticas culturais, o público local tem a oportunidade de conhecer outras perspectivas e formas de criação.

Bordando histórias

Um exemplo desse intercâmbio é a oficina Tecidos de Narrativas – Bordando Salvador, conduzida pela artista indiana Pooja Dhingra, residente da Vila Sul, em parceria com o grupo Entrelinhas.

A atividade acontece no sábado, 7, às 15h, no pátio do Goethe-Institut, e propõe o bordado como ferramenta de expressão e compartilhamento de experiências.

O trabalho dialoga com a pesquisa que Pooja desenvolve na Índia, onde coordena um espaço comunitário em um bairro de Nova Délhi. No local, a costura reúne mulheres e jovens de diferentes religiões para bordar, construir amizades e estabelecer conexões. Ao chegar a Salvador, a artista decidiu conhecer a cidade a partir do contato direto com seus moradores.

“Quis conhecer a cidade por meio de sua gente. Pensei que a melhor maneira de fazer isso seria encontrar as pessoas nos lugares onde elas costumam estar: na praia, na estação de trem, na universidade, nos bares, nas praças e nos espaços culturais, para bordar junto com elas”, conta.

As oficinas conduzidas pela artista são organizadas a partir de temas específicos e das memórias dos participantes. Em uma atividade realizada no Pelourinho, intitulada Museu das Memórias, por exemplo, os participantes bordaram representações de objetos pessoais que guardavam significados especiais.

Para Pooja, o fazer coletivo permite trazer para o centro das atenções histórias que nem sempre encontram espaço de visibilidade. “Acredito que todos nós carregamos mundos e histórias interessantes que nunca chegam às notícias: histórias de lutas, alegrias, tristezas e resiliência”.

A artista acredita que o compartilhamento dessas experiências também fortalece os vínculos entre os participantes. “As histórias nos conectam, nos fortalecem e nos ajudam a superar dificuldades. Voltamos para casa com novos amigos e novas conexões”, diz.

Arte, música e tecnologia

A programação inclui ainda a exposição Traços do Tempo, de Ivana Panizzi, que propõe reflexões sobre experiências entre culturas e gerações por meio de obras que combinam abstração, materiais reciclados e experimentação artística. A artista realiza visitas guiadas no sábado, às 15h e às 19h, e no domingo, às 15h.

No sábado, às 16h, a ocupação do Escritório, ateliê coletivo do CAB, promove uma roda de conversa sobre arte, no pátio interno do Instituto. Às 18h, o espaço recebe uma apresentação da Banda Didá.

Para quem deseja experimentar novas tecnologias, o KreativLab oferece, no sábado, das 14h às 18h, atividades de realidade virtual, robótica, canetas 3D, criação de bottons e projetos interativos.

O espaço também recebe a atividade “Spiele mit Deutsch – Jogos com Alemão”, com jogos de linguagem para diferentes níveis de conhecimento do idioma. Já o treinamento para as provas oficiais de alemão A1 e B1 acontece das 14h às 15h, na Sala de Aula 4.

No domingo, 8, a programação continua com atividades infantis, música, oficina de borboletas feitas de PET, dança hip-hop e performance circense. O KreativLab funcionará das 13h às 19h.

Para Makowski, a diversidade de atividades reflete a proposta de promover o encontro entre diferentes perspectivas. “É justamente isso que buscamos com o Dia de Portas Abertas: mostrar que a cultura não se constrói de maneira isolada, mas a partir do encontro, da escuta e da colaboração”, conclui.

Dia de Portas Abertas e BaZá RoZê

  • Data: sábado (7) e domingo (8)
  • Horário: a partir das 11h
  • Onde: Goethe-Institut (Corredor da Vitória)
  • Entrada gratuita

*Sob supervisão do editor Chico Castro Jr.

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