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Novo diretor quer mudar o Museu de Arte da Bahia

Publicado quarta-feira, 08 de abril de 2015 às 13:47 h | Atualizado em 08/04/2015, 13:47 | Autor: Daniela Castro
Pedro Arcanjo quer trazer uma nova configuração para a casa e promover o diálogo com a cidade
Pedro Arcanjo quer trazer uma nova configuração para a casa e promover o diálogo com a cidade -
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Está marcado para 20 de maio o início do projeto "Diálogos Contemporâneos", que irá ocupar o Museu de Arte da Bahia com uma programação na qual a reflexão e a produção artística se abraçam.

Quem abre os trabalhos é o professor e pesquisador Renato da Silveira, com uma palestra sobre a fundação do Candomblé da Casa Branca. A Orquestra de Alabês também participa.

"Aqui na Bahia o negro escreveu sua história, religião e cultura. Não podemos desconhecer essa malha da nossa ancestralidade", diz Pedro Arcanjo, curador, sociólogo, fotógrafo e mestre em artes visuais, que assumiu a direção do museu há menos de um mês, após a saída de Sylvia Athayde.

A iniciativa é também, por assim dizer, um cartão de visitas do novo gestor. "O meu desafio é transformar o MAB em um museu mais contemporâneo, que dialogue com a cidade. Esse projeto já vai apresentar o museu com uma nova configuração", adianta.

Agenda

Construir uma agenda de eventos referenciais é um primeiro passo. Além dos "Diálogos Contemporâneos", que serão realizados todas as quartas-feiras, o MAB deve começar a abrigar uma feira de antiguidades aos sábados e, aos domingos, abrirá espaço para pequenos concertos.

Em breve, será apresentada uma exposição transitória de artistas da Escola Baiana de Pintura, para em seguida abrir as portas para artistas baianos contemporâneos.

O diretor também está se articulando com o Ministério da Cultura e com o Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) para transformar o MAB em um pontão de cultura, focado no trabalho com mídias livres e novas tecnologias.

"A ideia é que o MAB se constitua como um local de encontro, onde as pessoas possam vir não apenas ver as exposições, mas também tomar um café, trabalhar, estudar", vislumbra Pedro Arcanjo, que pretender disponibilizar internet gratuita e terceirizar um espaço gastronômico.

Seus planos incluem, ainda, sediar um festival internacional de performance. Seria mais  adiante, no próximo verão, mas ele já pensou até no cenário: um palco metálico em forma de nave espacial.

Equilíbrio

O desafio, agora, é tirar todos esses projetos do papel, ao mesmo tempo em que se impõem velhos problemas estruturais como a climatização das obras de arte e a conservação da biblioteca do museu.

Pesa a favor de Pedro Arcanjo a experiência de 23 anos na "Bienal do Recôncavo", mostra da qual é fundador. Mas ele promete acionar também a herança deixada por sua antecessora, que esteve no cargo nos últimos 24.

"Presto uma homenagem a Sylvia Athayde pela dedicação. Nosso projeto é manter o caminho trilhado por ela, ampliando o acervo com obras de artistas baianos modernos e contemporâneos", ele diz.

O diretor também espera conseguir equilibrar na balança a gestão e a criação. "Tenho consciência de que neste primeiro ano preciso me concentrar no lado gestor. Mas os olhares se misturam", avalia.

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