PROGRAMAÇÃO
Teatro Vila Velha reabre com programação até janeiro; veja atrações
Espaço terá espetáculos, ações de formação, grupos de outros estados e atividades infantis


O Teatro Vila Velha retoma as atividades nesta sexta-feira, 25, em Salvador, após a conclusão das obras de requalificação. Além da estrutura renovada, o espaço inicia uma nova etapa com programação prevista até janeiro, incluindo espetáculos teatrais, apresentações de grupos de diferentes regiões, ações de formação de plateia e projetos voltados ao público infantil.
A programação começa após a cerimônia de reabertura e inclui, entre as primeiras atividades, o programa Pé de Feijão, voltado a crianças das comunidades e da rede municipal de ensino. Também está prevista a temporada de “Nilda”, espetáculo dirigido por Márcio Meirelles, que será apresentado entre outubro e novembro.
Leia Também:
Segundo Cristina Castro, diretora de projetos do Teatro Vila Velha, a programação já está organizada para os próximos meses. “Temos uma programação fechada até janeiro, de teatro, de grupos de fora e de grupos daqui.”
Primeiras atividades após a reabertura
De acordo com Márcio Meirelles, diretor do Teatro Vila Velha, o programa Pé de Feijão está entre as primeiras ações previstas após a abertura do espaço. “A primeira coisa que vamos ter aqui depois dessa abertura de hoje, sexta, dia 6, e dia 7, é o programa Pé de Feijão, com crianças das comunidades, com crianças do sistema municipal de ensino. São quatro apresentações para 800 crianças.”
Na sequência, o teatro recebe “Nilda”, que terá uma temporada mais longa. “Aí depois vem Nilda, que é um espetáculo que vai fazer uma temporada longa, de outubro até novembro.”
O espetáculo também está relacionado ao trabalho de preservação da memória do Vila Velha, já que a nova programação será acompanhada pela inauguração de um espaço destinado ao acervo do teatro.
Programação terá grupos de outras regiões
A nova fase do Vila Velha também prevê uma programação formada por artistas e grupos de diferentes locais do país e do exterior.
Cristina Castro afirma que uma das metas do teatro é ampliar a articulação com grupos de teatro e dança. “Uma meta é estar em rede com o teatro e a dança. Então, a gente recebe grupos internacionais. Em novembro, vamos receber um grupo italiano, um grupo do Rio de Janeiro, um grupo de Brasília e vamos receber mais ou menos 50 diretores de grupos do Nordeste do Brasil.”
A proposta inclui ainda uma aproximação maior com a produção teatral nordestina. “A conexão com o Nordeste vai ser muito grande. Então, esse programa tem como meta estabelecer redes para se conectar, porque a gente entende que sobreviver está em constante atividade e movimento.”
Segundo Cristina, a articulação não depende apenas do teatro. “Não depende somente da gente, depende também de um entorno e de uma aliança que a gente faz com os outros.”
Grupos do interior também terão espaço
A programação também prevê a circulação de grupos do interior da Bahia. Para Márcio Meirelles, o teatro deve funcionar como espaço de passagem e encontro entre diferentes produções.
“Temos muitos grupos do interior e muitos programas para trazer pessoas do interior para mostrar um outro teatro, uma outra cara e para encontrar outras pessoas", disse. O diretor também citou a presença de grupos de outros estados.
A programação inclui ainda atividades relacionadas à produção teatral do Nordeste.“Temos uma programação mista. Amanhã temos o encontro de todos os grupos de teatro do Nordeste que estão aqui em Salvador, no Encontro do PAVIO.”
Crianças são uma das prioridades
A formação de novos espectadores está entre os projetos anunciados para a nova fase do Teatro Vila Velha. Cristina Castro explica que o equipamento já mantém um programa voltado à formação artística e de plateia.
Nós temos um programa amplo de formação de plateia e de espectadores, que cumpre uma formação artística e uma iniciação artística, principalmente para as crianças da rede pública de ensino, de comunidades, de ONGs, mas também para a rede privada de ensino. Cristina Castro
A diretora afirma que as ações voltadas à infância serão uma das metas dessa etapa.“Nesse terceiro momento em que a gente fala do Vila, temos metas muito claras de projetos e de programação. Uma delas é com as crianças e com a infância.”
Segundo Cristina, o objetivo é aproximar o público infantil das artes. “O Vila se transforma realmente numa plataforma de conexão entre crianças e artes.”
As primeiras ações já têm data prevista. “Iniciamos já nos dias 6 e 7 com esse programa, com a vinda de 800 crianças da rede pública, de comunidades também e de organizações para ver o espetáculo Vila BCD, que é um espetáculo que fala sobre as palavras, e a gente está muito em conexão com o currículo das escolas também.”
O programa não será direcionado exclusivamente às crianças. “Esse programa não é somente para crianças, mas também para quem atua junto com elas e está nesse desenvolvimento, sendo agente cultural.”
Memória do teatro entra na programação
A nova programação também será relacionada ao trabalho de preservação da história do Vila Velha. O teatro está inaugurando um espaço específico para seu acervo, que reúne mais de um milhão de documentos.
Cristina Castro explica que o material passou por um processo de organização. “A gente começou a levantar o acervo, a digitalizar, a organizar, a higienizar e agora temos um espaço para ele, onde vamos receber pesquisadores e vamos fomentar também editais a partir daqui para a construção de novos conteúdos a partir do acervo.”
O espetáculo “Nilda” faz parte dessa relação entre programação e memória. "'Nilda' tem a ver com a memória porque fala sobre a vida de uma atriz baiana muito importante, e já começamos assim, unindo as cênicas, o acervo e a memória.”
A proposta é que o acervo também seja utilizado na produção de novos conteúdos e pesquisas.
Teatro terá programação até janeiro
Com a programação já fechada até janeiro, o Teatro Vila Velha inicia a nova fase combinando espetáculos próprios, grupos convidados, intercâmbios e projetos de formação.
A diretora de projetos também destacou a necessidade de manter o espaço em atividade constante. “A conexão com o Nordeste vai ser muito grande. Então, esse programa tem como meta estabelecer redes para se conectar, porque a gente entende que sobreviver está em constante atividade e movimento.”
Para Cristina, a continuidade das atividades depende também da articulação do teatro com outros grupos e instituições.
Vamos tentar fortalecer cada vez mais para que a gente cuide, todos nós, desse espaço cultural da cidade, que tem muita importância, principalmente por estar dentro de um Centro Histórico. Cristina Castro
Após dois anos de obras, o Vila Velha volta a receber espetáculos e atividades culturais em sua sede no Passeio Público, mantendo a proposta de funcionar como espaço para produção artística, formação de público e circulação de grupos.


