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VIRADA ESTRATÉGICA

Acordo Mercosul-UE: 5 mil produtos brasileiros terão imposto zero

De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Brasil terá prazos mais longos para reduzir e se adaptar à redução tarifária

Carla Melo

Por Carla Melo

19/01/2026 - 15:32 h

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Porto de comércio exterior de Salvador
Porto de comércio exterior de Salvador -

Em meio ao conflito entre os Estados Unidos (EUA) e a União Europeia (UE), a oferta de produtos brasileiros nos países europeus vai ficar ainda mais acessível. Isso porque a assinatura do novo acordo Mercosul-UE faria com que 54,3% dos produtos negociados – mais de cinco mil itens – tenham imposto zerado, de acordo com levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Ainda de acordo com a CNI, os acordos preferenciais e de livre-comércio do Brasil cobrem apenas 8% das importações mundiais de bens. Com a entrada em vigor, esse percentual saltaria para 36%, considerando que a União Europeia respondeu por 28% do comércio global em 2024.

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A análise acontece após a assinatura do pacto pelos representantes dos blocos em Assunção, no Paraguai. Segundo a CNI, a formalização do acordo é uma virada estratégica para a indústria brasileira.

Após o acordo, o Brasil terá prazos mais longos, entre 10 e 15 anos, para reduzir tarifas de 44,1% dos produtos (4,4 mil itens), assegurando uma transição gradual e previsível. Ainda de acordo com as análises, o país terá, em média, oito anos adicionais para se adaptar à redução tarifária, se comparado ao prazo do bloco europeu e considerando o comércio bilateral e o cronograma previsto no Acordo Mercosul-UE.

Momento estratégico para o Brasil

A confederação considera que a assinatura do acordo é um marco histórico para o fortalecimento da indústria brasileira, a diversificação da pauta exportadora e a integração internacional do país ao comércio global.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a formalização da parceria entre Mercosul e UE ocorre em um momento estratégico para o Brasil.

“O acordo é a decisão comercial mais importante para a indústria brasileira em décadas. Ele garante acesso imediato ao mercado europeu, assegura tempo de adaptação para a indústria nacional e reposiciona o Brasil em um contexto de diversificação de parceiros, criando também um incentivo para avançar na agenda de competitividade estrutural”, afirmou ele.

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Na prática, a assinatura do tratado garante ampla abertura imediata do mercado europeu às exportações brasileiras. Com base nos dados de 2024, 82,7% das exportações do Brasil para a UE passarão a ingressar no bloco sem tarifa de importação desde o início da vigência.

Por outro lado, o Brasil se comprometeu a zerar imediatamente tarifas de apenas 15,1% das importações com origem na União Europeia, reforçando a diferença favorável ao país. Ainda segundo o levantamento, apenas 0,9% das exportações brasileiras ao bloco europeu terão que aguardar 10 anos para alcançar tarifa zero, enquanto 56,7% das importações brasileiras originárias do bloco europeu só terão suas tarifas eliminadas após 10 ou 15 anos.

A UE é um parceiro comercial de importância estratégica para o desenvolvimento socioeconômico e industrial do Brasil. Em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil à UE foram criados 21,8 mil empregos e movimentados R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção.

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Tags:

acordo comercial exportações brasileiras indústria brasileira Mercosul tarifas de importação união europeia

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